Às 10h, eram 249 km de filas na capital paulista.
Rodízio de veículos está suspenso em função da greve de funcionários.
A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrava 249 km de filas em São Paulo às 10h desta quarta-feira (23), novo recorde de lentidão pela manhã. O índice é o maior em toda a série histórica registrada pela CET, que iniciou as medições em 1991.
(Para mais informações sobre o trânsito em São Paulo, você pode acompanhar as câmeras do G1, em vídeo, ou consultar a tabela com as condições das principais vias.)
Ao longo desta quarta, a lentidão esteve acima da média ao longo desde o começo da manhã e apresentou recordes sucessivos por causa da greve do Metrô e da CPTM. O efeito das filas no trânsito supera inclusive o transtorno causado pela paralisação realizada em 2007. Naquela ocasião, a lentidão pela manhã chegou a 144 km no dia 3 de agosto.
Em razão da greve de funcionários do Metrô e da CPTM, a Secretaria Municipal de Transportes suspendeu o rodízio municipal de veículos, liberando a circulação de carros e caminhões com placas final 5 e 6.
Na tentativa de melhorar o tráfego, a CET bloqueou totalmente o Túnel Ayrton Senna para tentar diminuir o congestionamento na Marginal Pinheiros. Também para melhorar as condições de fluidez da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek para o bairro do Morumbi, foi antecipada no período da manhã a liberação do Túnel Jânio Quadros no sentido bairro.
Marginal travada
Às 10h, a pior situação era na Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco. Na pista expressa, eram quase 15 km de filas entre as pontes Interlagos e Cidade Universitária. Na pista local, a lentidão era entre as pontes Transamérica e Eusébio Matoso.
Às 10h, a pior situação era na Marginal Pinheiros, no sentido da Rodovia Castello Branco. Na pista expressa, eram quase 15 km de filas entre as pontes Interlagos e Cidade Universitária. Na pista local, a lentidão era entre as pontes Transamérica e Eusébio Matoso.
Além da Marginal Pinheiros, na Marginal Tietê, sentido Castello, o motorista reduzia a velocidade a partir da Ponte Aricanduva, por mais de 8 km.
Já na Radial Leste, havia 8 km de tráfego lento no sentido Centro, entre a Praça Divinolândia e o Viaduto Pires do Rio.
PaeseA SPTrans acionou o Plano de Atendimento entre Empresas de Transporte em Situação de Emergência (Paese) - com ele, as linhas com destino às estações do Metrô tiveram seu trajeto estendido até a região central de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, foi feito um reforço no policiamento nas estações da CPTM e do Metrô, inclusive nas operadas pelo Consórcio ViaQuatro.
Greve no MetrôA decisão do Sindicato dos Metroviários de São Paulo de optar pela paralisação ocorreu após uma audiência com representantes do Metrô que terminou sem acordo nesta terça-feira (22). A Justiça do Trabalho determinou, no entanto, que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas. O sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h.
Os metroviários reivindicam 5,13% de reajuste salarial, 14,99% de aumento real, vale-alimentação de R$ 280,45 e reajuste de 23,44% no vale-refeição, além de equiparação salarial, 36 horas semanais, periculosidade sobre todos os vencimentos, adicional de risco de vida de 30%, plano de saúde acessível para os aposentados e reintegração dos demitidos em 2007. Durante a audiência desta tarde, a companhia propôs reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços (IPC) e aumento real de 1,5%. A desembargadora propôs reajuste pelo INPC mais 1,5% de aumento real.
Linhas 11 e 12 da CPTMOs funcionários das linhas 11-Coral e 12-Safira da CPTM também anunciaram a greve nesta terça-feira após assembleia. Segundo a companhia, foi apresentada uma nova proposta reajustando o valor do vale-refeição de R$ 18 para R$ 20, correção salarial de 4,60% (IPC/FIPE) mais 1,5% de produtividade. Além disso, sinalizou que os funcionários terão direito a participação nos resultados da empresa, a ser pago em 2013, com valor mínimo de R$ 3 mil. A proposta foi ejeitada pelo sindicato da categoria.