A Suécia vai pagar a conta de uma frota de novos caças Gripen NG, apesar de uma anterior decisão parlamentar de não financiar o projeto sem a participação estrangeira, de acordo com um porta-voz do partido de coalizão.
O exército sueco enfrenta a perspectiva de cortes maiores para financiar os jatos de ‘próxima geração’ o JAS39 Gripen NG, também conhecido como o ‘Super JAS’.
A força aérea estima que precisa de cerca de 80 novos aviões – a um custo estimado de cerca de US$ 8 bilhões. Dois principais partidos políticos da Suécia, concordaram em comprar os aviões da Sueca Saab.
“Muito caro”
Mas até agora, o consenso foi baseado numa condição que a Suécia encontre outro comprador estrangeiro para compartilhar os custos de desenvolvimento de muitos bilhões de dólares.
“É muito importante que a Suécia tenha um cliente de exportação para o Gripen NG”, disse Pieter Wezeman, especialista em vendas de armas da agência de estudos SIPRI baseada em Estocolmo. “Caso contrário, só vai tornar-se demasiado caro para a Suécia produzir o seu próprio avião de combate.”
Novo humor político
A Suíça concordou no ano passado em comprar cerca de 20 aviões. Mas, desde então, um poderoso lobby surgiu no país contra a compra.
Mas pode haver uma mudança no clima político da Suécia, que tornará o país menos dependente das vendas externas da aeronave.
“Esperamos que vários países comprem o Gripen. Mas antes da Suíça ou a Croácia ou outros países decidirem, a Suécia vai atualizar o Gripen por conta própria”, diz Staffan Danielsson, porta-voz de defesa do Partido do Centro, parte da coalizão de governo.
“Haverá uma proposta do Governo muito em breve. É óbvio que precisamos de uma boa defesa aérea. Será que o atual Gripen será bom o suficiente para enfrentar as aeronaves de outros países como a Rússia, em 2030, 2040? Não.”
Um grupo de trabalho apresentará um relatório de cortes militares ao governo nos próximos meses que poderia ajudar a financiar a atualização da força aérea.
Compra e venda internacional “um pretexto”
Mas as cortes militares serão politicamente impopulares devido à perda de empregos nas áreas relacionadas as bases militares. Igualmente impopular seriam as perdas de empregos causados pela produção parada da Saab dos novos jatos Gripen, programados para ter início no próximo ano.
E a estreita parceria entre o governo da Suécia, os militares e a indústria de armas pode salvar o projeto sem uma injeção de capital suíço, disse Anna Dahlberg, editora do jornal Expressen da Suécia.
“Há uma simbiose muito forte entre o Estado e a indústria de armas na Suécia. Por 20 anos nós ouvimos que o Gripen está à beira de um sucesso internacional”, diz ela.
“Mas por que os suíços querem compartilhar os custos de desenvolvimento do avião. Eles podem comprar um novo avião no mercado, se quiserem. O cenário internacional tem sido um pretexto para ir junto com este projeto.”
Fonte: Radio Sweden – Trdução: Cavok