O ditador Kim Jong-un havia manifestado intenção de 'desenvolver a economia de seu país' e também 'melhorar os meios de vida da população' norte-coreana
Representantes de China e Coreia do Norte assinam acordos (Reuters)
Pequim anunciou nesta terça-feira que assinou com Pyongyang acordos sobre duas zonas econômicas especiais, depois que o ditador norte-coreano, Kim Jong-un, manifestou sua intenção de "desenvolver a economia" de seu país e "melhorar os meios de vida da população" norte-coreana. Os acordos foram assinados durante uma visita a Pequim de Jang Song-Thaek, tio de Kim Jong-un, que viajou com uma delegação. A China é o único aliado de peso do regime norte-coreano e seu principal sócio econômico.
Os acordos envolvem o funcionamento e a composição dos comitês de gestão das duas zonas especiais mistas, e o fornecimento de eletricidade por parte da China a uma destas zonas, indicou o ministério chinês do Comércio. Uma delas se encontra na fronteira entre Rússia, China e Coreia do Norte e a outra em ilhas do estuário do rio fronteiriço Yalu. Com estas zonas especiais, o regime de Pyongyang espera atrair investimentos chineses graças aos incentivos fiscais oferecidos e a uma mão-de-obra barata.
Na segunda-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que estava "profundamente preocupado" com a crise humanitária na Coreia do Norte, que se agravou devido às inundações e aos deslizamentos de terra causados pelas fortes chuvas que caíram em julho. Em seu primeiro discurso público, em abril, Kim Jong-un declarou que estava "firmemente decidido" a melhorar a qualidade de vida dos 24 milhões de norte-coreanos para que "não tenham que apertar o cinto nunca mais".
(Com agência France-Presse)