Cidade é uma das mais antigas do mundo, e seu centro histórico tem um "valor universal inestimável", segundo a Unesco
Rebeldes sírios patrulham arredores da cidade de Alepo, no norte do país (Zohra Bensemra/Reuters)
A oposição síria acusou o exército neste domingo de bombardear o patrimônio cultural de Aleppo, no norte do país, onde militares e rebeldes se enfrentam desde 20 de julho. A cidade é uma das mais antigas do mundo e o centro histórico tem um "valor universal inestimável", segundo a Unesco.
"Depois de ter fracassado em derrotar os rebeldes em Aleppo, o regime sírio começou a atacar as instituições governamentais e os edifícios, alguns deles de valor histórico e arqueológico", disse, em comunicado, o Conselho Nacional Sírio (CNS), a principal coalizão da oposição síria.
Segundo testemunhas, diversos redutos rebeldes foram alvo dos aviões militares sírios. Os projéteis atingiram principalmente os bairros de Salah ad-Din, Al Sukari, Bab al Hadid, Shar, Nayrab e a parte antiga da cidade.
Meios de comunicação controlados pelo governo apontaram que um dos alvos da ofensiva aérea é a sede local da Corte Civil, que Damasco acusa de funcionar como base de um grupo vinculado à rede terrorista Al Qaeda.
Militares continuam chegando a Aleppo para recuperar o controle da área nos combates que há dias são travados na cidade e que os rebeldes batizaram como "A Mãe das Batalhas".
Capital - Em Damasco, capital da Síria, os choques entre os opositores e os homens leais ao presidente sírio, Bashar al Assad, continuaram hoje em diversos bairros. No de Tadamun, pelo menos 12 pessoas foram mortas. A televisão estatal síria acusou os grupos insurgentes de matar a uma pessoa e ferir dezenas com morteiros lançados contra um edifício residencial situado atrás do hospital de Al Abaseyin, na capital.
(Com agências EFE e France-Presse)