O consulado americano em Benghazi é atingido por um grande incêndio durante o ataque
Foto: Reuters
Cerca de 50 fuzileiros navais americanos embarcaram nesta quarta-feira rumo à Líbia para reforçar a segurança nas instalações diplomáticas dos Estados Unidos no país africano após o ataque de ontem no qual morreu o embaixador Chris Stevens e três funcionários americano no consulado da cidade de Benghazi, informou a rede CNN.
Os fuzileiros, que integram a Frota de Segurança Antiterrorista (FAST, na sigla em inglês), partiram da base de Rota, no sul da Espanha, segundo a emissora.
A decisão de reforçar a segurança de representantes americanos na Líbia foi anunciada em nota emitida pelo presidente americano, Barack Obama, na manhã desta quarta-feira. Ele também anunciou que as embaixadas do país ao redor do mundo terão a segurança reforçada.
Posteriormente, Obama fez um pronunciamento na Casa Branca, em Washington, em que afirmou que o governo americano vai "trabalhar com o governo líbio para levar justiça aos assassinos que atacaram nosso pessoal".
Na terça-feira, aniversário de 11 anos dos ataques de 11 de setembro de 2001, uma série de manifestações foram realizadas em países islâmicos para protestar contra o filme Innocence of Muslims ("A inocência dos muçulmanos"), dirigido por um israelense-americano e que descreve o Islã como um "câncer". Acredita-se que o ataque em Benghazi tenha sido cometido em reação ao filme e perpetrado por homens armados leais ao antigo regime de Muammar Kadafi,