Policiais apreenderam um fuzil de fabricação alemã na comunidade
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A polícia do Rio de Janeiro trabalha com a informação de que pelo menos 10 pessoas do bando de Remilton Moura Júnior, o Juninho Cagão, teriam participado da chacina de seis jovens no último sábado na favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Segundo o delegado Júlio Silva Filho, da 53ª Delegacia de Polícia, de Mesquita, 21 pessoas já foram detidas desde ontem, quando começou operação policial na comunidade para tentar encontrar os culpados pelos crimes.
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"A gente trabalha com a informação de que o crime teria sido cometido pela liderança do bando. Seriam pelo menos 10 pessoas", afirmou o delegado. O Disque Denúncia da Secretaria de Segurança do Rio já recebeu 155 ligações até a manhã desta quarta-feira com informações sobre o paradeiro dos líderes do bando que comandava o tráfico de drogas na região. O delegado disse que não é possível definir ainda se todos os traficantes já teriam saído da favela. "Recebemos denúncias de que alguns saíram e outros permanecem. Estamos fazendo diligências para investigar todas as informações e só vamos sossegar quando os criminosos forem capturados. Precisamos dar uma resposta para as famílias das vítimas de crime tão bárbaro", garantiu.
De acordo com o balanço parcial divulgado pela polícia militar na manhã desta quarta-feira, entre o material apreendido durante a operação uma grande quantidade de drogas; uma metralhadora 9 mm; um fuzil de fabricação alemã com luneta; uma granada; um carregador de pistola .380; dois revólveres calibre 38; vários tipos de munição; sete celulares; R$ 27.350 em dinheiro; um carro e quatro motos.
Além dos seis jovens, que foram enterrados na terça-feira em Nilópolis, o bando teria assassinado também o pastor Alexandre Lima, 37 anos, e o cadete da Polícia Militar Jorge Augusto de Souza Alves Junior, 34, no mesmo dia. José Aldeci da Silva Junior, que teria presenciado a morte do pastor, teria sido capturado pelos bandidos e segue desaparecido.
O delegado informou que já pediu à Justiça a prisão temporária dos líderes do tráfico na comunidade, incluindo Juninho Cagão, apontado como o chefe do tráfico na comunidade e suspeito de ser o mandante dos crimes. Os parentes dos seis jovens mortos devem prestar depoimento nesta quarta-feira. Os familiares vão tentar reconhecer objetos apreendidos durante a ocupação da comunidade.
A partir da ocupação definitiva da favela, vai ser instalada em Chatuba uma Companhia Destacada, com efetivo de 112 policiais.
Com informações do Jornal do Brasil