quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Walmart Brasil abrirá menos lojas em 2013


O grupo, que ampliou pontos de venda nos dois últimos anos, deve encerrar 2012 com cerca de 550 unidades no país


Em 2013, foco do grupo será a implementação de um sistema único nos pontos de venda (Walmart/Divulgação/Você S.A.)

O presidente do Walmart Brasil, Marcos Samaha, disse nesta quarta-feira que 2013 será um ano com menor abertura de lojas, depois de dois anos seguidos de ampliação. O grupo deve encerrar 2012 com cerca de 550 lojas em todo o país.

Segundo Samaha, o foco do grupo será a implementação de um sistema único nos pontos de venda, substituindo os existentes desde a aquisição do Sonae do Brasil e da rede Bom Preço. A mudança deve otimizar o trabalho do comprador e dos fornecedores do grupo. Uma loja de Curitiba começa nesta quarta-feira a operar com a migração, a primeira de um total de 400.

Em Porto Alegre, Samaha disse também que a estratégia de crescimento mais lento do número de pontos de venda não afeta, necessariamente, a possibilidade de compra de outras marcas. "A expansão do Walmart é baseada na abertura de novas lojas e em aquisições. Só não vamos ter o estômago maior do que o cérebro", disse, em uma metáfora a uma compra por apetite de ter participação de mercado maior, sem condições de incorporar a aquisição ao grupo.

O executivo também comemora o bom desempenho da campanha "Preço baixo todo dia", que, segundo ele, é responsável pelo crescimento de 6,5% no tíquete médio no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período de 2011. Apesar disso, ele não revelou qual é o valor médio gasto nas lojas. "É a prova numérica de que o cliente gosta", avaliou. Sem citar números, Samaha disse que a implementação do sistema melhorou o uso dos centros de distribuição e a relação com os fornecedores e que o market share avançou, considerando o critério mesmas lojas.

Quanto a crédito, Samaha disse ser favorável à queda dos juros, e critica a necessidade de arcar com os custos de financiamentos sem juros no cartão. Ele disse que o custo desse financiamento já é pago pelo grupo e que uma nova taxa, por parte dos bancos, deve acabar com essa modalidade.