sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Ao lado de Rogério Ceni, Serra pede votos em visita ao Museu do Futebol

 
Serra e Ceni posam no estádio do Pacaembu
nesta sexta (Foto: Tatiana Santiago/G1)

O candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) visitou o Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, na tarde desta sexta-feira (19) e, ao lado do goleiro Rogério Ceni, pediu votos aos eleitores. Mais cedo, ele visitou os moradores de um conjunto habitacional na região do Jardim Pantanal, na Zona Leste de São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin.

“Torço muito para que o governador [José Serra] possa ser eleger prefeito de São Paulo. Nós vamos estar voltando de Recife, do jogo contra o Sport, para poder votar. Ele tem o meu voto e de todos lá em casa”, disse o goleiro do São Paulo.

Apesar de ser palmeirense, Serra agradeceu o apoio do jogador tricolor e comparou a disputa eleitoral com um campeonato de futebol. “O Rogério é pé quente. Ele sabe que política é como futebol, pra ganhar tem que lutar até o último minuto”, disse. O conselheiro do São Paulo e vereador Marco Aurélio Cunha e o candidato ao cargo de vice-prefeito, Alexandre Schneider, também participaram da visita.


Serra e Ceni jogaram pebolim e, em um simulador do Museu, Serra decidiu cobrar um pênalti com o Rogério no gol. Desta vez, para não repetir a famosa cena do primeiro turno em que ele chuta uma bola ao gol e o seu sapato escapou do pé, ele decidiu tirar o calçado e ficou apenas de meias. “É o mesmo sapato da outra vez, por isso eu tirei”, comentou.

Na primeira tentativa, Rogério defendeu a cobrança. Na segunda, Serra acertou uma fotógrafa e quebrou seu equipamento. Na última vez, ele fez um gol com uma ajudinha do goleiro que não se moveu.

Zona Leste
No fim da manhã, durante sua visita ao Jardim Pantanal, o candidato adotou tom ameno e fez apenas uma crítica ao PT ao falar sobre a quantidade de árvores plantadas em São Paulo, e nao citou o adversário Fernando Haddad. “Quero dizer que na época do PT plantava-se aproximadamente 10 mil árvores por ano, nós passamos para 200 mil mudas e vamos acelerar ainda mais em São Paulo.”

Ele apontou o Jardim Pantanal como exemplo de transformação de favela em bairro que deu certo. “Foram feitos 3 mil apartamentos e mais de 5 mil lotes urbanizados”, disse.

Segundo o candidato, caso seja eleito, pretende beneficiar mais 200 mil famílias nos próximos 4 anos. Ele citou que a maior necessidade da região é um plano de obras antienchente devido a proximidade com o rio Tietê.

Serra voltou a criticar os resultados das pesquisas eleitorais. “As pesquisas, hoje em dia, não por má intenção, está com a credibilidade baixa, pois erraram bastante. A pesquisa interna que nós temos não mostra isso [alta rejeição]”, disse.

Já o governador Geraldo Alckmin descordou de Serra e disse que as pesquisas mostram o momento. Segundo ele, a definição do voto só ocorre nos últimos dias. “O primeiro turno mostrou isso, acho que o segundo vai mostrar de novo. Não há voto definitivo, só na urna. O eleitor, com muita sabedoria, reflete, reflete e só decide no final”, justificou.