Pesquisador foi um dos responsáveis por criar o primeiro clone de um mamífero
Criada em 1996, a ovelha Dolly representou um passo importantíssimo nas pesquisas de clonagem animal. (AFP)
Keith Campbell, um dos cientistas britânicos que participaram da clonagem da ovelha Dolly, morreu aos 58 anos de idade no dia 5 de outubro. O anúncio foi feito nesta quinta-feira por uma porta-voz da Universidade de Nottingham, onde Campbell trabalhava desde 1999.
O cientista fez parte da equipe de cinco pesquisadores do Instituto Roslin de Edimburgo, na capital da Escócia, que se tornou mundialmente famosa em 1996, ao clonar pela primeira vez um mamífero a partir de uma célula adulta, a ovelha Dolly.
Membro do instituto desde 1991, o biólogo celular realizou boa parte das pesquisas que levaram ao desenvolvimento do clone. Alguns anos depois, Ian Walmut, que era o líder da equipe, admitiu que 66% dos méritos do trabalho eram de Campbell.
O pesquisador deixou o Instituto Roslin em 1999, quando aceitou um cargo de professor de Desenvolvimento Animal na Faculdade de Ciências Biológicas da Universidade de Nottingham, na Inglaterra. A causa de sua morte não foi informada.
Clonagem - O nascimento de Dolly, que ocorreu no dia 5 de julho de 1996, embora não tenha sido anunciado até o ano seguinte, provocou um grande debate sobre as vantagens e as desvantagens da clonagem.
"Sua pesquisa foi importantíssima. Ao conseguir clonar o primeiro mamífero, ele quebrou um paradigma, e fez questão de que a clonagem ficasse mundialmente conhecida", disse a geneticista Lygia da Veiga Pereira, chefe do Laboratório Nacional de Células-Tronco Embrionárias da Universidade de São Paulo.
Arquivo digital: Dolly, a revolução dos clones
Depois de envelhecer de forma prematura, a ovelha precisou ser sacrificada em 2003. Após a pesquisa de Campbell, a clonagem animal se desenvolveu muito, especialmente entre animais domésticos, e a ovelha foi seguida por cavalos, touros, porcos, ratos, coelhos, gatos e cachorros.