Banda americana é forte representante da cena alternativa dos anos 1990
Shirley Manson, vocalista do Garbage (Getty Images)
Uma das bandas mais influentes da década de 1990, o Garbage marcou uma multidão de adolescentes com sua mistura de rock e música eletrônica (na verdade, o trip-hop, gênero que consagrou grupos como Massive Attack e Portishead). Encabeçada por artistas que hoje são considerados lendários e essenciais para a formação da cena alternativa dos anos 90, o grupo acabou menosprezado na década passada e entrou em hiato – de shows e gravações – em 2006. O retorno aconteceu no ano passado, com o disco Not Your Kind of People. De volta à ativa, eles estreiam no Brasil, neste sábado, como uma das principais atrações do Festival Planeta Terra, que acontece no Jockey Club de São Paulo.
“Não sei por que não viemos antes. Na nossa segunda turnê, fizemos planos para vir, mas estávamos na estrada fazia 20 meses e precisávamos descansar”, conta o baixista Duke Erikson. Ele é um dos fundadores da banda ao lado do baterista Butch Vig, que também é produtor de discos icônicos, como Nevermind, do Nirvana, e Siamese Dream, dos Smashing Pumpkins, e do guitarrista Steve Marker, parceiro de Vig na produção. O grupo conta ainda – ou principalmente – com a vocalista escocesa Shirley Manson, musa das adolescentes rebeldes nos anos 1990, descoberta por Marker em um clipe na MTV.
“Shirley está melhor do que nunca como frontwoman”, diz Erikson, que afirma ainda que a banda está em seu melhor momento. “Nós evoluímos muito. Foi ótimo voltar ao estúdio com eles, pois são todos meus amigos, e parece que nunca deixamos de fazer música.”