Dois carros-bomba explodiram em praça central de subúrbio da capital síria
Local de explosões no subúrbio de Yarmana, no sudeste de Damasco (Reuters)
Pelo menos 54 pessoas morreram nesta quarta-feira e 120 ficaram feridas em uma série de explosões no subúrbio de Yarmana, no sudeste de Damasco, informaram fontes do Ministério do Interior sírio, citadas pela televisão oficial. As fontes não descartaram que o número de vítimas aumente, já que há restos mortais que ainda não foram identificados. Mais cedo, o
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Entenda o caso
• Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
• Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
• A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
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Na versão das fontes oficiais, dois carros-bomba explodiram de forma consecutiva na praça principal de Yarmana, enquanto outros dois artefatos explodiram em zonas residenciais. O segundo veículo teria explodido minutos depois do primeiro, quando as equipes de resgate chegaram à praça para socorrer as vítimas.
Testemunhas afirmaram que escutaram tiros após a segunda explosão. A televisão oficial síria mostrou imagens do local das explosões, onde havia corpos ensanguentados e o chão estava coberto de cacos de vidro. Segundo a agência oficial de notícias Sana, cerca de seis prédios e dezenas de veículos sofreram danos na praça.
Yarmana, situado a seis quilômetros de Damasco e com uma população de maioria drusa e cristã, foi cenário frequente de atentados desde o início da rebelião na Síria, em março de 2011. Nos últimos meses, houve pelo menos dez explosões nesse subúrbio. Um dos ataques mais recentes foi o do dia 19, quando oito pessoas morreram na explosão de uma bomba em um ônibus.
As autoridades sírias responsabilizam 'grupos terroristas armados' pelos atentados no país, enquanto a oposição nega qualquer relação com eles. Uma organização extremista, a Frente al Nusra, contrária ao governo sírio, assumiu a responsabilidade de vários atentados no país durante o último ano. Por enquanto, nenhum grupo reivindicou o ataque de hoje em Yarmana.
(Com agência EFE)