quinta-feira, 14 de novembro de 2013

América Latina Governo da Colômbia denuncia plano das Farc contra Uribe

Terroristas também queriam assassinar o procurador-geral colombiano


O ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, recusou a retomada do processo de paz com as Farc (AFP)

O governo da Colômbia denunciou nesta terça-feira um plano das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para matar o ex-presidente Álvaro Uribe (2002 – 2010). O governo também revelou ao procurador-geral colombiano, Eudardo Montealegre, "um plano desenhado (...) para atentar contra sua vida", elaborado pela Coluna Teófilo Forero, uma das estruturas paramilitares das Farc.

Uribe reagiu dizendo que "é preciso seguir nesta luta", em declarações à imprensa na saída de um ato político em Bogotá. Perguntado sobre se será mais cuidadoso em seus deslocamentos, o ex-mandatário disse: "Sim, preciso ser. Tenho um grande dever pela generosidade que os colombianos tiveram comigo, em oito anos como presidente".

A Coluna Teófilo Forero é uma das mais ativas e violentas das Farc. No dia 1º de novembro as Forças Armadas criaram uma unidade especial chamada Força Tarefa Júpiter, que tinha como missão combater essa coluna e capturar seu chefe, chamado Hernán Darío Velásquez, ou 'El Paisa', por quem foi oferecida uma recompensa de quase 700 000 dólares. A guerrilha das Farc, com entre 7 000 e 8 000 combatentes, é a mais antiga da América Latina, com quase 50 anos de luta armada.

Na semana passada, o governo colombiano e as Farc chegaram a um acordo que poderá garantir a participação dos terroristas na vida política. Embora as duas partes não tenham especificado os termos aprovados em mais uma rodada de negociações em Havana, capital de Cuba, os representantes encarregados de anunciar o pacto afirmaram que se trata de um “marco para o fim do conflito”.

O documento, contudo, não fornece detalhes sobre quais seriam as limitações impostas aos guerrilheiros que cometeram crimes nos últimos anos, como assassinatos e tráfico de drogas. Nas negociações de paz já houve um consenso sobre os dois primeiros pontos de sua agenda: desenvolvimento rural e participação política, considerados os mais difíceis. A questão das drogas ilícitas deve começar a ser debatida a partir de 18 de novembro. Restam também os pontos sobre reparação das vítimas e abandono das armas.

(Com agência France-Presse)