terça-feira, 5 de novembro de 2013

Por que eu apoio os Black Blocs



Puetter diz que apoia os Black Blocs, mas não usa as mesmas táticas

Acusados de "sequestrar" os protestos dos professores no Rio de Janeiro na noite de segunda-feira, os Black Blocs, como são conhecidos os manifestantes que usam roupas e máscaras pretas e costumam empregar táticas polêmicas, têm dividido a opinião pública no Brasil.

Os críticos descrevem os membros e simpatizantes do grupo como vândalos e baderneiros que depredam o patrimônio público e privado, incluindo ataques contra agências bancárias e prédios do governo – como a tentativa de incêndio na sede da Câmara Municipal de Vereadores do Rio.

De acordo com as autoridades locais, além dos ataques à Câmara, pelo menos nove agências bancárias foram depredadas, um ônibus foi incendiado e outros dez também foram atingidos. Prédios foram pichados, e outros estabelecimentos comerciais também foram danificados, incluindo o Consulado de Angola.

Mas há também os que defendem o resultado das ações do grupo, argumentando que, embora discutíveis, elas aumentam a pressão sobre as autoridades e chamam a atenção do país e do mundo justamente para as manifestações que são acusados de "sequestrar".

Formado em Rádio e TV, o produtor de vídeo e ativista Rafael Puetter, de 27 anos, é um dos cariocas que saem em defesa do grupo, embora ressalte que, apesar de apoiar os Black Blocs, não recorre à violência quando sai às ruas do Rio.



Para Puetter, é vísivel que o número de manifestantes que aderiram às táticas do grupo vem crescendo nos últimos meses. Leia abaixo o depoimento ao repórter da BBC Brasil Jefferson Puff em que Rafael diz