O doleiro Alberto Youssef é réu em seis ações da Operação Lava Jato (Folhapress/VEJA)
O Ministério Público Federal (MPF) pediu nesta sexta-feira a absolvição de Alberto Youssef de uma das seis ações da Operação Lava Jato na qual é réu, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O doleiro está em negociação para fazer delação premiada a partir da semana que vem com o objetivo de se livrar dos processos e obter redução de pena.
O pedido de absolvição se refere à acusação de que Youssef e outras três pessoas fizeram lavagem e evasão de 124 000 dólares provenientes do tráfico de drogas. O doleiro é réu nessa ação judicial porque, desse valor, 36 000 dólares foram entregues em dinheiro em seu escritório. Os procuradores alegam, porém, que Youssef não apareceu em nenhum outro momento da negociação.
Ainda segundo a Procuradoria, o processo de negociação da lavagem foi conduzido por quatro pessoas, entre elas Carlos Habib Chater, um dos sócios de Youssef. "Diferente do que ocorreu em relação a Chater, não se demonstrou qualquer envolvimento de Youssef em outras fases da negociação, comandada de ponta a ponta por Chater, Rene (Luiz Pereira), Sleiman (Nassim El Kobrossy) e Evi (apelido de Maria de Fátima Stocker), e nem sequer um contato relacionado ao caso dos autos com qualquer um dos últimos três, muito menos qualquer menção por eles feita ao réu indicando o destino dos valores”, relata o MPF.
De acordo com a denúncia do MPF, Evi comanda uma organização de tráfico internacional da qual Rene e Salim seriam membros. Ambos teriam entrado em contato com Chater para lavar 124 000 dólares vindos da Europa e depositar o dinheiro em contas no exterior para o pagamento de drogas da Bolívia
A ação tem como foco apenas a lavagem e a evasão do dinheiro nessa operação. Os réus são Chater, seu subordinado André Catão de Miranda, Rene e Youssef, que agora o MPF considera não ter participado do episódio específico, segundo a reportagem de O Estado de S. Paulo.
As penas requerida pelo MPF para os réus são de 12 anos e 1 mês de prisão para Chater; 9 anos e 6 meses para André Catão; e de 28 anos e 9 meses de prisão para Rene Pereira – que, além de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, é acusado de tráfico de drogas.
(Com Estadão Conteúdo)