A maioria governista do Congresso do Equador aprovou nesta quinta-feira a reeleição presidencial ilimitada a partir das eleições de 2021. O Equador torna-se assim o terceiro país latino-americano a aprovar a reeleição ilimitada, depois de Venezuela e Nicarágua.
O conjunto de emendas constitucionais aprovado no Congresso também impede o atual presidente Rafael Correa de se candidatar em 2017, assim como os legisladores que tenham cumprido dois mandatos consecutivos. A oposição do Equador considera que o apoio de Correa à medida foi uma manobra para que o político volte a ser candidato em futuros pleitos.
Após mais de nove horas de debates e manifestações opositoras nas ruas, o legislativo aprovou as emendas constitucionais com 100 votos a favor, 8 contra e uma abstenção. "Com 100 votos a favor está aprovado o projeto de #EmendasPorUmaPátriaMelhor graças à cidadania por seu apoio permanente", escreveu no Twitter a presidente da Assembleia Nacional, Gabriela Rivadeneira.
O Parlamento necessitava do voto de dois terços da casa para fazer mudanças na Carta Magna, que até então permitia a reeleição por uma só vez, consecutiva ou não.
A aprovação das emendas foi alvo de manifestações a favor e contra no centro de Quito e em outras cidades, algumas das quais registraram leves distúrbios.
(Com agência France-Presse)