Os colégios eleitorais foram abertos às 8h locais (3h de Brasília) desta quarta-feira (23) para iniciar o primeiro turno das eleições presidenciais no Egito.
Mais de 50 milhões de egípcios estão convocados às urnas para escolher o primeiro presidente da democracia no país, em um pleito no qual partem como favoritos dois islamitas e dois ex-altos cargos do regime de Hosni Mubarak.
Durante os 30 anos de governo de Mubarak, as eleições eram meras encenações, com resultados conhecidos de antemão. Os regimes anteriores, sob o domínio de faraós, sultões, reis e militares, tampouco eram democráticos.
Desde a deposição de Mubarak, em fevereiro de 2011, o Egito vive uma fase de violência, protestos e impasse político.
A campanha eleitoral oficial, que durou três semanas, terminou no domingo (20). Durante esse período, houve o primeiro debate televisionado na história do país, envolvendo dois candidatos. Cartazes e faixas dominam as ruas.
Nenhum dos 12 candidatos deve obter maioria absoluta no primeiro turno, que acontece nesta quarta e quinta-feira (24).
Quem vencer terá pela frente a enorme tarefa de realizar reformas e promover o crescimento econômico. As Forças Armadas, que foram um pilar do regime de Mubarak, devem manter uma considerável influência política pelos próximos anos. "Com estas eleições, completaremos o último passo do período de transição", disse o general Mohamed el-Assar.
Há poucas pesquisas confiáveis para indicar quem é o favorito.