sábado, 18 de agosto de 2012

Anfavea não espera prorrogação de IPI reduzido


Desoneração para o setor automotivo vai até 31 de agosto; associação das montadoras afirma que não trabalha com outra hipótese


Regras do novo acordo automotivo devem ser definidas nos próximos dias (Vanderlei Almeida/AFP)

Faltando apenas 13 dias para o término da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis, o vice-presidente da associação de montadoras (Anfavea), Luiz Moan, disse nesta sexta-feira que não conta com a prorrogação do benefício. "Temos ainda mais 13 dias de vendas e isso é que vamos trabalhar. Estou me fiando na palavra do ministro (da Fazenda, Guido Mantega) de que não vai haver prorrogação", comentou o executivo, que também é diretor de relações institucionais da General Motors (GM).

Moan reuniu-se nesta sexta com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, para uma nova rodada de conversas sobre o regime automotivo. Outras reuniões sobre esse tema deverão ocorrer nos próximos dias. Questionado sobre se a Anfavea pedirá prorrogação da redução do IPI, Moan respondeu que isso não está na programação da entidade, repetindo comentário do presidente, Cledorvino Belini, feito no início do mês. "Até o momento não pensamos."

Nesta manhã, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo continuará fazendo desonerações para estimular a economia. Segundo ele, "ainda" não está sendo avaliada uma extensão da redução das alíquotas. O ministro afirmou também que as regras do novo acordo automotivo, que valerá entre 2013 e 2017, deverão ser definidas nos próximos dias.

Uma eventual prorrogação da redução do IPI não seria uma novidade. Em várias ocasiões desde 2009 o governo acabou optando renovar o benefício nos momentos finais de validade do desconto. A indústria automotiva responde por cerca de 20% do Produto Interno Bruto industrial brasileiro. Nesta quinta, Mantega negociou com a Anfavea a redução do IPI para veículos mais eficientesa, com menor consumo de combustível.

Segundo as montadoras, a concessão do desconto no final de maio ajudou a recuperar as vendas de veículos, que bateram recorde para o mês em julho e incentivaram a Anfavea a manter sua previsão de alta nos licenciamentos em 2012 de entre 4% a 5%.

(com agência Reuters)