segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Mortalidade infantil cai 31% em São Paulo em 11 anos


Segundo o governo estadual, o índice médio foi de 11,5 óbitos por mil nascidos vivos, o menor já registrado em São Paulo




Em 2000, o índice era de 16,9 óbitos para cada 1.000 crianças nascidas vivas (Photo.com/ Thinkstock)

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira uma queda de 31% na taxa de mortalidade infantil nos últimos 11 anos. Em 2011, o índice foi de 11,5 mortes a cada mil crianças nascidas vivas, contra 16,9 mortes por mil em 2000. É o menor índice já registrado no estado. Em 2010, a média havia sido 11,8 mortes por mil nascimentos. Os dados fazem parte de um balanço realizado pela Secretaria de Estado da Saúde em parceria com a Fundação Seade.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a mortalidade infantil é o principal indicador de saúde pública. Ela mede a quantidade de crianças que morrem antes de atingir um ano de idade. A taxa de São Paulo é menor do que a média registrada no país, que foi de 15,6 mortes por mil em 2010. No entanto, países desenvolvidos como Islândia, Japão e Suécia registram taxas de 3 mortes por mil nascimentos. No Brasil, somente Santa Catarina possui um índice melhor que São Paulo: em 2010, o índice de mortalidade infantil registrado foi de 11,2 mortes por mil nascidos.

Para realizar o estudo, o governo dividiu o estado de São Paulo em 17 regiões. A que apresentou o menor índice foi a de Barretos, com 8,1 óbitos por mil nascidos vivos. Em seguida vieram São José do Rio Preto, com 9,1 por mil, e Presidente Prudente, com 9,9 por mil. A maior taxa do estado foi registrada na região da baixada santista, que teve 16,9 óbitos a cada mil nascidos vivos.

A cidade de São Paulo registrou 11,4 mortes por mil nascidos vivos. Dos outros 644 municípios do estado, 322 apresentaram índices de mortalidade abaixo de 10, comparáveis aos de países desenvolvidos. "Nosso objetivo é que o estado inteiro atinja esse padrão de um dígito no índice", disse o governador Geraldo Alckmin.