quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Superbactéria faz hospital de Santa Catarina fechar o setor de emergência




KPC foi identificada em paciente que morreu neste final de semana em decorrência de uma pneumonia


Cultura de bactéria Klebsiella pneumoniae em uma placa de Petri (Larry Mulvehill/Latinstock)

O Hospital Regional Dr. Omero de Miranda Gomes, na cidade de São José, Região Metropolitana de Florianópolis, teve o setor de emergências fechado na manhã desta terça-feira para uma desinfecção. O procedimento foi motivado pela constatação da superbactériaKlebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) na unidade, identificada em um paciente que morreu no final de semana.

Após uma reunião realizada nesta segunda-feira, a direção do hospital, a Superintendência Hospitalar e a Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina decidiram pela interdição da ala, que irá até às 20 horas desta quinta-feira. Os demais setores continuam funcionando normalmente.

Até o fim da desinfecção, a Secretaria Estadual de Saúde recomenda que os pacientes que necessitam de atendimento de emergência se dirijam ao Hospital Governador Celso Ramos e ao Hospital Florianópolis, ambos estaduais e na capital. Segundo a pasta, há uma equipe de médicos de prontidão no Hospital Regional para atender pacientes que não possam se deslocar para outras unidades, mas apenas em casos excepcionais. A ala de emergência do complexo atende normalmente uma média de 40 mil pacientes por mês.

A Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina informou que este foi o primeiro caso de morte causado pela bactéria no estado neste ano. A causa da morte de um paciente no fim de semana, segundo a pasta, foi uma pneumonia. Sua identidade não foi revelada.

Bactéria — A bactéria KPC costuma surgir em ambientes hospitalares, onde oferece o maior risco. Ela caracteriza-se pela alta resistência a antibióticos e pode causar complicações como infecções sanguíneas e pneumonia, especialmente em idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas ou com a imunidade baixa. Entre os sintomas apresentados por quem a contrai estão febre, tosse e dores no corpo (especialmente na bexiga).