sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Governo anuncia programa de incentivo a startups


Cerca de quarenta empresas em estágio inicial serão beneficiadas. Em um ano, investimento será de cerca de 8 milhões de reais




(Thinkstock)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação anunciou nesta quinta-feira, em São Paulo, o programa Start-up Brasil, que pretende investir cerca de 8 milhões de reais em empresas em estágio inicial nos próximos 12 meses. O objetivo é adotar um modelo de estímulo à inovação.

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O programa é composto de dois editais, através dos quais serão selecionadas quatro aceleradoras – grupos técnicos que dão assistência às novas empresas nas áreas jurídicas, administrativa e de marketing, além de promover contato com investidores e pesquisadores – e quarenta startups. Ao longo de um ano, cada companhia receberá do governo um aporte de até 200.000 reais.

A mecânica é simples: as aceleradoras deverão se inscrever no edital do MCTI até o dia 31 de janeiro. A Microsoft já confirmou participação. A seleção será realizada em fevereiro e divulgada em março. Em abril, as aceleradoras abrirão um edital para a escolha das quarenta startups. O projeto começa, oficialmente, entre junho e julho de 2013.

"Nosso objetivo é desenvolver o Brasil economicamente", disse Vírgilio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI. "Vamos fomentar o empreendedorismo e ajudar o país a se transformar em um polo de inovação."

Entre as metas da ação está a internacionalização de tecnologias locais. Para colaborar no intercâmbio de ideias e soluções entre as startups brasileiras e as companhias nascidas no Vale do Silício, polo de inovação americano, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) manterá uma operação em São Francisco. Além de buscar investidores interessados em colocar dinheiro em companhias locais, a agência vai divulgar o programa no exterior, tendo em vista que 25% das empresas selecionadas para a aceleração poderão ser de outros países.

Para Jacob Palis Júnior, presidente da Academia Brasileira de Ciência, a promoção do programa no exterior é interessante tanto para o mercado quanto para as universidades. "Essa é uma forma de o Brasil atrair cérebros", explica o matemático. "Trata-se de uma oportunidade de mostrar a excelência do Brasil no exterior", completa Maurício Borges, presidente da Apex.

A ideia do MCTI é criar um programa que possa ser ampliado para outros setores, como gás e petróleo ou segurança. "Essa será uma missão difícil na política de promover a inovação, porém desafiadora", disse o ministro Marco Antonio Raupp.

O evento que marcou a oficialização do Start-up Brasil contou com a presença de convidados de diferentes setores. Estavam na plateia Henry Cheng, presidente da Foxcom no Brasil, fabricante dos produtos Apple, Michel Levy, presidente da Microsoft no país, representantes do Comitê de Jovens Empreendedores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e Caio Bonilha, presidente da Telebras.