sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Fifa prevê entrega do estádio de Curitiba até início de maio

Jérôme Valcke diz que a entidade vai concentrar 'todos os recursos' na arena


Jérôme Valcke visita estádios da Copa (Bruno Turano/Estadão Conteúdo)

Depois de ameaçar transferir os jogos de Curitiba devido ao atraso na construção da Arena da Baixada, o secretário-geral da Fifa amenizou a cobrança. Nesta quinta-feira, Jérôme Valcke disse que a entidade aposta "todos os seus recursos" na inauguração do estádio em tempo hábil para a Copa do Mundo. "Estamos trabalhando na entrega do estádio para o fim de abril e começo de maio. Nós (Fifa, comitê e autoridades) colocamos todos os nossos recursos lá", anunciou, em entrevista coletiva realizada no Maracanã, sem responder diretamente se a Fifa tem uma alternativa para a Arena da Baixada.

A decisão final sobre a manutenção dos quatro jogos na cidade só será divulgada em 18 de fevereiro, antes da realização do seminário técnico das seleções participantes do torneio, em Florianópolis. Presentes no último tour da Fifa pelos estádios da Copa, os tetracampeões Bebeto e Cafu reclamaram dos atrasos, mas disseram estar confiantes.

Apesar da indefinição, Valcke garantiu que os torcedores podem comprar passagens para os jogos previstos para a capital paranaense. "A solução mais fácil e melhor para o Brasil é ter certeza de que podemos ter os jogos de Curitiba. Tomamos a decisão de seguir em frente, baseados no resultado das discussões dos últimos dias", afirmou, acrescentando que o estádio será monitorado o tempo todo. "Vamos ver o que acontece a cada minuto do dia."

As obras da Arena da Baixada serão aceleradas para trabalho pleno em dois turnos, e até de madrugada para serviços que não atrapalhem o silêncio noturno, segundo o secretário-executivo do Ministério dos Esportes, Luís Fernandes. Ele evitou indicar se haverá aumento de gastos, em relação aos 265 milhões de reais estimados atualmente, com a pressa nas obras.

Durante a reunião do conselho de administração do Comitê Organizador Local (COL) no Maracanã, a presidente Dilma Rousseff se encontrava com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, em Zurique, e posou para fotos em clima de paz e amor após os constantes desentendimentos entre Fifa e autoridades. Valcke chegou a dizer em 2012 que o Brasil precisava de um "chute no traseiro" para acelerar os preparativos para a Copa. "Demorou para aprendermos a trabalhar juntos, mas hoje aprendemos", disse Valcke.