Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) projeta índice médio de 3,5% para a região até 2018, enquanto economia mundial deve crescer de 4% a 4,5%

Dilma e Cristina Kirchner durante encontro do Mercosul, em Brasília (Pedro Ladeira/AFP)
O economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), José Juan Ruiz, advertiu neste domingo que a baixa produtividade, em grande parte pelos elevados níveis de informalidade da economia, vai afetar o crescimento dos países latino-americanos nos próximos anos. Ruiz disse em entrevista coletiva realizada na Costa do Sauípe, na Bahia, que o crescimento da região vai ser inferior ao do resto do mundo. A instituição projeta uma expansão média do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e riquezas da região) de 3,5% até 2018 da América Latina.
"Se a América Latina vai crescer 3,5% enquanto a economia mundial vai continuar crescendo a taxas de 4% a 4,5%, vai estar abaixo do rendimento médio da economia mundial e não vai ter possibilidade de ganhar terreno e protagonismo", disse Ruiz. "Possivelmente, taxas de 3,5% não são suficientes para poder cumprir as expectativas e os desafios sociais que tem por objetivo", acrescentou o economista-chefe do BID, no último dia da reunião do órgão na Bahia.
Ruiz explicou que o obstáculo das economias latino-americanas e caribenhas é "a baixa produtividade", em grande parte provocada pela informalidade de suas economias e as deficiências em infraestrutura.
"Entre 1961 e 2013, a América Latina gerou mais empregos e investiu mais que os EUA. Concretamente, 37,5% a mais. Mas, no entanto, teve uma queda em sua renda relativa com os EUA de aproximadamente 10%. Isso não é um problema só da América Latina. Quando se faz a comparação com os países emergentes da Ásia, se reproduz de forma mais acentuada", frisou.
Ruiz qualificou como "urgente" a necessidade dos países da região de aproveitar a recuperação da economia mundial para "empreender melhorias nas reformas da produtividade".
Se houver melhora na produtividade, cada país crescerá 1,5% a mais por ano durante uma década. E além disso, a região em seu conjunto "teria um bônus" de crescimento de 0,8%. Desta forma, América Latina e Caribe consegueriam obter os níveis de crescimento esperados para o resto do mundo.
Dilma e Cristina Kirchner durante encontro do Mercosul, em Brasília (Pedro Ladeira/AFP)
O economista-chefe do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), José Juan Ruiz, advertiu neste domingo que a baixa produtividade, em grande parte pelos elevados níveis de informalidade da economia, vai afetar o crescimento dos países latino-americanos nos próximos anos. Ruiz disse em entrevista coletiva realizada na Costa do Sauípe, na Bahia, que o crescimento da região vai ser inferior ao do resto do mundo. A instituição projeta uma expansão média do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e riquezas da região) de 3,5% até 2018 da América Latina.
"Se a América Latina vai crescer 3,5% enquanto a economia mundial vai continuar crescendo a taxas de 4% a 4,5%, vai estar abaixo do rendimento médio da economia mundial e não vai ter possibilidade de ganhar terreno e protagonismo", disse Ruiz. "Possivelmente, taxas de 3,5% não são suficientes para poder cumprir as expectativas e os desafios sociais que tem por objetivo", acrescentou o economista-chefe do BID, no último dia da reunião do órgão na Bahia.
Ruiz explicou que o obstáculo das economias latino-americanas e caribenhas é "a baixa produtividade", em grande parte provocada pela informalidade de suas economias e as deficiências em infraestrutura.
"Entre 1961 e 2013, a América Latina gerou mais empregos e investiu mais que os EUA. Concretamente, 37,5% a mais. Mas, no entanto, teve uma queda em sua renda relativa com os EUA de aproximadamente 10%. Isso não é um problema só da América Latina. Quando se faz a comparação com os países emergentes da Ásia, se reproduz de forma mais acentuada", frisou.
Ruiz qualificou como "urgente" a necessidade dos países da região de aproveitar a recuperação da economia mundial para "empreender melhorias nas reformas da produtividade".
Se houver melhora na produtividade, cada país crescerá 1,5% a mais por ano durante uma década. E além disso, a região em seu conjunto "teria um bônus" de crescimento de 0,8%. Desta forma, América Latina e Caribe consegueriam obter os níveis de crescimento esperados para o resto do mundo.