O atual e o ex-presidente da França conversaram sobre segurança nacional e sobre a caçada aos dois principais suspeitos, os irmãos Kouachi
Mulher segura um cartaz onde se lê em francês: "Eu sou Charlie", depois que homens armados invadiram os escritórios da revista francesa Charlie Hebdo, em Paris. Pelo menos 12 pessoas morreram durante o ataque (Carlo Allegri /Reuters)
O presidente da França, François Hollande, realizou nesta quinta-feira uma reunião de crise emergencial com os membros de seu governo diretamente envolvidos na gestão do atentado de ontem contra a revista satírica Charlie Hebdo. Hollande também recebeu seu antecessor Nicolas Sarkozy para uma conversa e troca de informações sobre segurança nacional.
Segundo a imprensa francesa, Hollande e Sarkozy referiram-se, em particular, à procura dos principais suspeitos, os irmãos Cherif e Said Kouachi, que tiveram suas identidades divulgadas pela polícia na noite desta quarta. Ao término da reunião de crise do Executivo, o primeiro-ministro, Manuel Valls, explicou em declaração que a operação de busca prossegue até “deter os indivíduos que cometeram o ataque terrorista”.
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Valls tinha informado no começo da manhã que durante a noite foram realizadas “várias” detenções vinculadas com a investigação. De acordo com a imprensa, foram sete detenções realizadas em três cidades: Paris, Reims e Charleville-Mézières. O primeiro-ministro não deu novos detalhes sobre a perseguição dos suspeitos e pediu “responsabilidade” à imprensa nas informações que divulga porque algumas “podem prejudicar o trabalho das forças da ordem”.
No gabinete de crise, além de Hollande e Valls, estiveram as titulares das pastas de Interior, Bernard Cazeneuve; Relações Exteriores, Laurent Fabius; Defesa, Jean-Yves Le Drian; Justiça, Christiane Taubira; e Cultura, Fleur Péllerin.
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(Com agências France-Presse e EFE)