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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Conheça o projeto dos EUA que estudou mais de 12.000 avistamentos de óvnis entre civis e militares




O historiador John Greenewald precisou de duas décadas de solicitações ao governo dos EUA sobre informações relativas a óvnis. Depois de consegui-las, publicou 100 mil páginas com documentos de pesquisas internas da Força Aérea a respeito do assunto, no chamado Projeto Livro Azul. Esse projeto nasceu em junho de 1947, quando o piloto Kenneth Arnold observou vários objetos voadores não identificados enquanto passava por Washington. Após esse incidente, a Força Aérea decidiu criar um órgão próprio de investigação.

O Projeto Livro Azul estudou 12.618 avistamentos de óvnis em um período de duas décadas. Embora, muitas vezes, as fontes sejam confiáveis, como almirantes da marinha, pilotos civis e militares que relataram ter visto óvnis, a maioria dos casos investigados foi atribuída a balões meteorológicos, gases de pântano ou eventos climáticos de todos os tipos. No entanto, mais de 700 casos não foram explicados pelos especialistas, como por exemplo, um acontecimento em 1964, em que um policial do Novo México perseguiu uma estranha aeronave, a viu aterrissar e dela saírem dois seres do tamanho de crianças, deixando marcas no chão. Para o Projeto Livro Azul, o caso ainda está classificado como “inexplicável”. Para Greenewald, “o Projeto Livro Azul é apenas a ponta do iceberg”, já que, por trás dele, “há segredos, conspirações e escândalos ainda por virem à tona”.

Outro, dentre os casos abordados pelo livro, estão os avistamentos de OVNIS em Atalaya, na Argentina. Veja abaixo no vídeo da série CONTATO EXTRATERRESTRE, os depoimentos e a reconstituição de um destes relatos.



Objeto misterioso no Mar Báltico provoca o desligamento dos sistemas elétricos de navios



Em 2011, a descoberta de um estranho objeto circular, encontrado sobre o leito marinho do Mar Báltico, chamou a atenção da opinião pública internacional. Hoje, sem maiores novidades em relação à sua origem, a revelação enigmática ganha uma nova importância. Pesquisadores do Ocean Explorer, equipe que estuda diferentes fenômenos marinhos, afirmam que os equipamentos eletrônicos desligam repentinamente toda vez que o seu navio Ocean X passa pela região do objeto enigmático.

Desde que a descoberta foi publicada na internet, pesquisadores de todas as partes do mundo ficaram fascinados com o mistério, tecendo inúmeras teorias sobre a origem do que foi chamado de “anomalia do Báltico”. Segundo o pesquisador Stefan Hogerborn, o objeto seria um óvni. Ele afirma também que, debaixo das águas, é possível ver uma estrela brilhante de 300 metros “como resultado da queda de um disco voador”.

Outras teorias, no entanto, sugerem que o objeto corresponde a uma base antissubmarina, muito parecida com as construídas no Reino Unido e na Alemanha durante a Segunda Guerra. Enquanto isso, uma terceira vertente diz que o disco, com 60 metros de diâmetro, poderia ter pertencido a uma civilização pré-histórica. E, finalmente, a teoria mais verossímil sustenta que se trata apenas de uma rocha no fundo do mar.

CHALLENGER, UM ÔNIBUS ESPACIAL




Rússia e EUA anunciam fim da ISS Estação espacial deverá ser abandonada em 2024



Após mais de duas décadas de parceria na ISS (Estação Espacial Internacional), russos e americanos anunciaram que não devem cancelar o programa do laboratório após 2024.

O governo russo comunicou recentemente que deverá seguir um caminho independente após 2024, lançando ao espaço uma nova estação, de menor porte e focada nos interesses nacionais. O programa prevê utilizar um sistema de módulos similar ao empregado na atual estação, incluindo um laboratório cientifico, modulo de uso múltiplo, módulo de energia e de apoio. A iniciativa, segundo Moscou, é dar maior segurança as missões espaciais russas, especialmente agora que as relações com os EUA estão abaladas.

Washington havia declarado anteriormente que abandonará seu suporte a estação, planejando buscar um novo caminho de forma independente. As autoridades dos EUA estudam lançar um programa para montar uma base permanente na Lua, que poderá auxiliar nas futuras missões espaciais com destino à Marte.

Os demais membros do projeto, como a Agência Espacial Europeia não divulgaram ainda os planos para o futuro. Alguns especialistas acreditam que devido à proximidade tecnológica e estratégica, os europeus devem manter a parceria com os EUA.

Atualmente o único país a contar com plano já definidos para o futuro é a China, que trabalha numa estação espacial própria e traços planos para o envio de missões tripuladas à Lua. Alguns analistas apontam que ironicamente o grande trunfo de Pequim é o regime fechado, que permite um planejamento de longo prazo sem interferências de interesses políticos diversos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Tom Brady dá carro do Super Bowl a 'herói pobre' Novato Malcolm Butler, responsável pela interceptação que deu o título ao Patriots, recebeu um Chevrolet Colorado do marido de Gisele Bündchen



Malcolm Butler posa sorridente com o presente que recebeu de Tom Brady (New England Patriots/Divulgação)

O americano Malcolm Butler, de 24 anos, iniciou a temporada da NFL como um desconhecido novato e terminou como o grande herói do Super Bowl. Rejeitado no draft (o processo de seleção de atletas jovens), o defensor ganhou uma chance no New England Patriots e foi o responsável pela interceptação que deu o título à equipe diante do Seattle Seahawks na decisão da liga de futebol americano. Seu feito foi tão grandioso que Butler recebeu uma homenagem da maior estrela do time, o quarterback Tom Brady. Eleito o jogador mais valioso (MVP, na sigla em inglês) do Super Bowl, o marido de Gisele Bündchen abriu mão do carro que ganhou, uma picape Colorado, cabine dupla, quatro portas, que tem preço partir de 20.100 dólares nos EUA (cerca de 56.000 reais) e “doou” o prêmio ao novato Butler, com salário bem mais modesto que Brady.


AFP 


Marido de Gisele, Brady foi o melhor do Super Bowl

"Tom é um grande cara. Nós nos encontramos e ele apenas disse: ‘Parabéns pela grande jogada, você pode ficar com as chaves da caminhonete'. Fiz aquela jogada por todos os meus companheiros, estou muito agradecido pelo carro", afirmou Butler ao receber o Chevrolet Colorado.

Apesar de ter realizado uma das jogadas mais espetaculares da história do Super Bowl, Butler ainda recebe o menor salário entre todos os atletas da NFL. Ele tem contrato com os Patriots até 2017, mas recebe o valor mínimo, destinado a jogadores que não passaram pelo draft: 420.000 dólares anuais (cerca de 1,1 milhão de reais por ano ou 91.000 reais mensais).

Pelas regras da NFL, Bultler pode receber um aumento de até 180.000 dólares anuais até 2017, mas disse que não se preocupa com questões salariais. "Estou aproveitando o momento. Palavras não podem explicar como minha vida mudou. Não quero que uma jogada me descreva como jogador, ainda tenho muito mais a mostrar e provar", afirmou o novato. Atleta mais bem pago dos Patriots, Brady recebeu 14 milhões de dólares (cerca de 39 milhões de reais) na temporada.

O lance da consagração de Butler aconteceu no dia 1º de fevereiro, em Glendale (Arizona), a vinte segundos do fim da 49ª edição do Super Bowl. Na jogada decisiva, o quarterback dos Seahawks Russell Wilson deu um passe curto para Ricardo Lockette, mas o novato entrou no meio do caminho e fez a primeira interceptação de sua carreira para tirar a bola e o título das mãos do Seattle.

Espaço Telescópio Hubble fotografa 'galáxia sorridente' Os 'olhos' são duas galáxias muito brilhantes, e as linhas do 'sorriso' e do contorno do 'rosto', consequência de um efeito chamado lente gravitacional



Aglomerado de galáxias fotografado pelo Hubble (NASA/JPL-Caltech/VEJA)

O telescópio espacial Hubble, da Nasa, fotografou o que parece ser o aglomerado de galáxias mais feliz do Universo. Denominado SDSS J1038+4849, ele parece ter dois olhos, nariz e um sorriso. A foto foi divulgada na terça-feira pela agência espacial americana.

Os "olhos" são duas galáxias muito brilhantes e as linhas do "sorriso" e do contorno do "rosto" são consequência do efeito de lente gravitacional, provocado pela grande força de gravidade que essas galáxias exercem. Nele, a luz é distorcida, como se passasse por uma lente, conforme explica a Teoria da Relatividade de Einstein.

Itália Pelo menos 300 imigrantes morreram no Canal da Sicília Três balsas lotadas de imigrantes ilegais que partiram da Líbia para a Itália enfrentaram uma violenta tempestade no Mar Mediterrâneo, informa a ONU



Pelo menos 300 pessoas morreram enquanto atravessavam o Canal da Sicília, afirmou nesta quarta-feira uma porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR), que se baseou em depoimentos de imigrantes resgatados e infomações da Guarda Costeira italiana. Os nove refugiados resgatados, provavelmente do Mali e do Senegal (eles estavam sem documentos), contaram hoje, ao chegarem em Lampedusa, que a violenta tempestade ocorrida no Canal da Sicília na segunda-feira provocou a morte de seus companheiros de viagem, explicou a porta-voz da UNHCR na Itália, Carlotta Sami.

Segundo a imprensa italiana, na segunda-feira foram encontradas duas balsas vazias, uma com apenas duas pessoas e outra com sete. As duas barcas, nas quais viajavam 105 e 107 pessoas a bordo, respectivamente, saíram do litoral da Líbia no sábado ao lado de outra balsa, que foi encontrada na segunda-feira. A terceira embarcação partiu com 105 pessoas a bordo, das quais 29 morreram de frio.

As três balsas naufragaram, segundo os testemunhos, na tarde de segunda-feira devido às fortes ondas. Após os relatos, a Guarda Costeira italiana está patrulhando a área próxima ao limite das águas líbias em busca dos corpos dos imigrantes. Os corpos com os 29 imigrantes mortos por hipotermia enquanto se dirigiam a Lampedusa serão levados hoje a Porto Empedocle para serem enterrados, enquanto os sobreviventes, entre eles uma criança de 12 anos que viajava sozinho, encontram-se em Lampedusa, onde permanecerão horas para poder se recuperar.

Após a tragédia, a prefeita de Lampedusa, Giusi Nicolini, afirmou que a operação europeia de controle de fronteiras “não serve para nada” e pediu para que fosse substituída por outra política mais efetiva. Em 1º de novembro, a operação Mare Nostrum foi substituído pela Triton, que conta com menos embarcações e não pode se aproximar da costa da Líbia.

(Com agências France-Presse e EFE)

sábado, 10 de janeiro de 2015

Equipes de resgate retiram cauda de avião da AirAsia do mar Avião com 162 pessoas caiu no Mar de Java em 28 de dezembro. Investigadores esperam que caixas-pretas possam estar na peça.

 
Parte da cauda do avião da AirAsia foi retirada do Mar de Java (Foto: AP Photo/Prasetyo Utomo)

s equipes de resgate da Indonésia informaram neste sábado (10) que conseguiram levar para a superfície a cauda do avião da AirAsia que caiu com 162 pessoas a bordo em 28 de dezembro no mar de Java.

Para recuperar a cauda, que estava a 30 metros no fundo do mar, foram usadas várias boias, segundo a fonte e as autoridades indonésias.

"Erguemos a cauda do avião com um guindaste e a colocamos no barco 'Crest Onyx'. Vamos voltar a examiná-la para confirmar que as caixas negras não estão nela", afirmou à AFP um porta-voz do exército indonésio, Manahan Simorangkir.


A peça, de 10 metros de comprimento, será examinada com a esperança de encontrar as duas caixas-pretas que guardam os registros das conversas na cabine e os dados de voo, essenciais para saber o que aconteceu com o avião antes de cair no mar. No entanto, as autoridades estão pessimistas sobre a possibilidade de encontrar os dispositivos.

Ajudados por um guindaste e bolsas de ar, os oficiais indonésios conseguiram desenterrar os destroços presos no limo marinho.

A cauda será transferida de navio até o porto de Kumai onde os destroços serão analisados.

Com relação às vítimas, 48 corpos foram resgatados e ao menos 2 deles estavam presos nos assentos. Os fortes ventos e correntes marítimas têm atrapalhado as equipes na busca pelas partes maiores do avião, onde acredita-se que estejam mais corpos.

Sinais
Nesta sexta, um navio da missão de rastreamento captou uma série de frágeis sinais sonoros intermitentes sob a água e a mais de um quilômetro da cauda do aparelho que poderiam pertencer às caixas-pretas.

Nurcahyo Utomo, investigador da Comissão Nacional de Segurança no Transporte disse que ainda não puderam localizar a procedência dos sinais, nem confirmar se pertencem às caixas-pretas do avião acidentado.

As autoridades também apontaram a possibilidade de os aparatos, que têm bateria para enviar sinais durante 30 dias, estejam enterrados no barro e por isso os sons estejam tão fracos.

O trabalho dos mergulhadores foi suspenso várias vezes por causa da forte corrente marinha na área e da pouca visibilidade submarina.

Outra das prioridades da missão é localizar a seção principal da fuselagem do avião, onde acredita-se que estejam os corpos da maioria de passageiros que ainda estão desaparecidos.

"Ainda estamos buscando o corpo do avião, onde a maioria de vítimas poderia estar presa", declarou Suryadi B. Supriyadi, diretor das operações de busca.

O avião da AirAsia que realizava o voo QZ8501 saiu de Surabaia na madrugada de 28 de dezembro e deveria aterrissar horas mais tarde em Cingapura, mas caiu chocou no mar de Java 40 minutos após partir.

O piloto chamou a torre de controle na Indonésia quando sobrevoava o mar de Java e solicitou permissão para virar à esquerda e subir dos 32 mil pés para 38 mil para fugir de uma tempestade.

A torre de controle não conseguiu estabelecer contato minutos depois para autorizar a elevação para 34 mil pés.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Terrorismo Hollande faz reunião emergencial sobre o atentado e recebe Sarkozy


O atual e o ex-presidente da França conversaram sobre segurança nacional e sobre a caçada aos dois principais suspeitos, os irmãos Kouachi


Mulher segura um cartaz onde se lê em francês: "Eu sou Charlie", depois que homens armados invadiram os escritórios da revista francesa Charlie Hebdo, em Paris. Pelo menos 12 pessoas morreram durante o ataque (Carlo Allegri /Reuters)

O presidente da França, François Hollande, realizou nesta quinta-feira uma reunião de crise emergencial com os membros de seu governo diretamente envolvidos na gestão do atentado de ontem contra a revista satírica Charlie Hebdo. Hollande também recebeu seu antecessor Nicolas Sarkozy para uma conversa e troca de informações sobre segurança nacional.

Segundo a imprensa francesa, Hollande e Sarkozy referiram-se, em particular, à procura dos principais suspeitos, os irmãos Cherif e Said Kouachi, que tiveram suas identidades divulgadas pela polícia na noite desta quarta. Ao término da reunião de crise do Executivo, o primeiro-ministro, Manuel Valls, explicou em declaração que a operação de busca prossegue até “deter os indivíduos que cometeram o ataque terrorista”.

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Valls tinha informado no começo da manhã que durante a noite foram realizadas “várias” detenções vinculadas com a investigação. De acordo com a imprensa, foram sete detenções realizadas em três cidades: Paris, Reims e Charleville-Mézières. O primeiro-ministro não deu novos detalhes sobre a perseguição dos suspeitos e pediu “responsabilidade” à imprensa nas informações que divulga porque algumas “podem prejudicar o trabalho das forças da ordem”.

No gabinete de crise, além de Hollande e Valls, estiveram as titulares das pastas de Interior, Bernard Cazeneuve; Relações Exteriores, Laurent Fabius; Defesa, Jean-Yves Le Drian; Justiça, Christiane Taubira; e Cultura, Fleur Péllerin.

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(Com agências France-Presse e EFE)

França França amanhece com policial morta em tiroteio e explosão em restaurante árabe



Uma policial foi morta em um ataque a tiros em Montrouge, no Sul de Paris, nesta quinta-feira (08). A policial e um agente de trânsito, que está em estado grave, foram atacados a tiros por um homem, que fugiu (Thomas Samson/AFP)

(Atualizado às 8h37)

No início da desta quinta-feira, uma explosão destruiu parte de um restaurante árabe que fica ao lado de uma mesquita, em Villefranche sur Saône, no oeste da França. De acordo com a imprensa francesa, a explosão tem origem criminosa, mas não provocou vítimas. Inicialmente, segundo o jornal Libération os bombeiros e a polícia pensaram na hipótese de um vazamento de gás, mas a possibilidade foi afastada. A área já foi isolada pelas autoridades. Ainda é cedo para estabelecer ligações com o ataque terrorista à redação da revista satírica Charlie Hebdo, mas as autoridades estão preocupadas com uma possível vinculação entre os dois casos.

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Também nesta esta manhã, foi registrado um tiroteio em Montrouge, no sul de Paris, deixando uma policial morta e um funcionário de limpeza ferido, segundo a agência France-Presse. A polícia francesa isolou o local dos disparos. Ainda não se sabe se há relação entre o incidente e o ataque contra a revista. O autor dos disparos segue foragido, anunciou o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve. A identidade das vítimas não foi revelada pela polícia.

A polícia está trabalhando para identificar e deter o atirador, disse o ministro, que se dirigiu ao local do incidente. Fontes policiais haviam indicado pouco antes que após o tiroteio um homem suspeito havia sido detido. O ministro do Interior pediu calma para a população e afirmou que a polícia vai conduzir "as investigações nas melhores condições possíveis".

Massacre – Na quarta, terroristas mascarados armados com fuzis assassinaram doze pessoas na sede da revista Charlie Hebdo. Entre as vítimas do brutal massacre estão o editor da publicação, o cartunista Charb, além de outros quatro chargistas do periódico. Depois do ataque, dois atiradores foram filmados gritando “Alá é grande” e “Nós vingamos o profeta”. A chargista Corinne Rey, que assina como Coco, presenciou o ataque e afirmou ao jornal francêsL'Humanité que os terroristas "reivindicaram ser da Al Qaeda".

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Solidariedade – O ataque sangrento e covarde contra a revista despertou comoção e solidariedade na Europa e no mundo. Horas depois do massacre, as ruas de Paris e de várias cidades da França foram tomadas por multidões em solidariedade às vítimas. A agênciaFrance-Presse fala em mais de 100.000 manifestantes em toda a França. Vigílias também aconteceram em outras grandes cidades da Europa e dos Estados Unidos. Nas redes sociais, cartunistas de todo o planeta prestaram homenagens aos mortos e à coragem dos chargistas da Charlie Hebdo.

Diplomacia Coreia do Norte ameaça EUA com 'guerra desastrosa' por causa de sanções



Imagem da televisão estatal norte-coreana mostra Kim Jong-un empunhando um fuzil (Reuters/VEJA)

A Coreia do Norte ameaçou os Estados Unidos "com uma saraivada de balas e bombas em seu próprio território", se não retirarem as sanções impostas ao país, de acordo com notícia da agência estatal norte-coreana nesta quinta-feira. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, baixou uma ordem executiva na semana passada que autoriza a ampliação das sanções contra a Coreia do Norte depois de um ataque de hackers contra a Sony Pictures, que Washington atribuiu ao governo norte-coreano.

A Coreia do Norte, que negou ser a responsável pelo ataque, usa rotineiramente retórica agressiva, muitas vezes ameaçando iniciar uma guerra contra seus principais inimigos, os Estados Unidos e a Coreia do Sul. "Os Estados Unidos deveriam reverter sua política hostil em relação à Coreia do Norte por vontade própria, se não quiserem sofrer uma guerra desastrosa", disse a Comissão de Defesa Nacional, dirigida pelo líder Kim Jong-Un, segundo informou a agência de notícias KCNA.

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"Adotamos esta posição, porque todas as sanções que os EUA impuseram à Coreia do Norte até agora são baseadas na hostilidade inveterada e na repugnância em relação ao país e na política hostil de Washington", disse o ditador, segundo a KCNA. As novas sanções dos EUA são destinadas a impedir o acesso ao sistema financeiro americano e incluem três entidades, entre as quais a agência de inteligência militar da Coreia do Norte, e pessoas com ligações com o comércio de armas.

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(Com agência Reuters)

Comércio exterior China investirá US$ 250 bi na América Latina em 10 anos


Presidente Xi Jinping quer ampliar influência do país na região, que hoje ainda tem laços muito fortes com os EUA


O presidente chinês Xi Jinping (Bogdan Cristel/Files/Reuters/VEJA)

O presidente da China, Xi Jinping, anunciou nesta quinta-feira que o país investirá 250 bilhões de dólares na América Latina nos próximos dez anos em uma tentativa de aumentar sua influência na região, cujos laços são muito fortes com os Estados Unidos. Líderes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), formado por 33 países da região exceto Estados Unidos e o Canadá, reuniram-se pela primeira vez em Pequim nesta quinta para um fórum de dois dias. Ele enfatizou o potencial de crescimento futuro nas relações entre a China e a Celac, cuja economia responde por um oitavo da economia global.

Na quarta-feira, Jinping já havia se reunido com o presidente venezuelano, Nicolas Maduro. Segundo o dirigente de Caracas, foi prometido um investimento chinês da ordem de 20 bilhões de dólares no país latino.

"Esse encontro dará ao mundo um sinal positivo sobre o aprofundamento da cooperação entre China e América Latina e terá um impacto importante e de amplo alcance sobre a promoção da cooperação do sul com o sul e prosperidade para o mundo." Ele citou áreas em que China e América Latina já estão cooperando, como os setores de energia, construção de infraestrutura, agricultura, indústria e inovação tecnológica.

Em conversa o vice-presidente da China, Li Yuanchao, no sábado, a presidente Dilma Rousseff cobrou a promessa de que a China comprará mais produtos manufaturados brasileiros. A presidente brasileira também reiterou na ocasião a urgência na conclusão da compra de 60 jatos da Embraer e sugeriu a abertura do caminho para a venda de milho transgênico brasileiro ao gigante asiático.

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Para o analista político Deng Yuwen, a China está interessada nos recursos e nos mercados da América Latina. "Obviamente a China tem intenção de competir com os Estados Unidos por uma maior esfera de influência na região", disse Deng. "Mas se essa estratégia enfraquecerá a influência dos EUA agora é difícil de avaliar". Segunda maior economia do mundo, a China compra petróleo da Venezuela, cobre do Peru e Chile e soja da Argentina e do Brasil.

O comércio entre a China e a região cresceu de 10 bilhões de dólares em 2000 para 257 bilhões de dólares em 2013, impulsionado em grande parte pela demanda chinesa porcommodities, como petróleo e soja. O líder chinês declarou ainda que a expectativa é que o comércio bilateral (importações e exportações) entre China e América Latina aumente para 500 bilhões de dólares em dez anos.

Ainda que a desaceleração do crescimento na China deva abrandar a demanda por tais produtos, Jinping disse que a América Latina e o Caribe se beneficiarão fortemente de previsões de que a China importará 10 trilhões de dólares de várias regiões em todo o mundo ao longo dos próximos cinco anos.

(Com agência Reuters)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

França Ataque terrorista em Paris deixa ao menos 12 mortos Atentado aconteceu na sede da revista de humor 'Charlie Hebdo', que atraiu a fúria de extremistas no passado ao publicar charges de Maomé, em 2011




Vítima é socorrida após atentado ao "Charlie Hebdo" - Reuters
Pelo menos doze pessoas morreram nesta terça-feira em um ataque a tiros no escritório em Paris da revista semanal satírica Charlie Hebdo, que foi alvo de ataque no passado após publicar charges com piadas sobre líderes muçulmanos. Entre os mortos estão dez jornalistas e dois policiais. Segundo a polícia, cinco feridos estão em estado grave e o número de vítimas fatais pode aumentar. O presidente François Hollande foi até a sede da revista e convocou uma reunião de crise no palácio presidencial para as 11h de Brasília. As autoridades também anunciaram que a região parisiense foi colocada em estado de alerta máximo. "Os autores do atentado serão processados. A França está diante de um choque. É um ataque terrorista, é sem dúvida", disse Hollande.

Rocco Contento, porta-voz da polícia Unité, disse que os terroristas entraram em um carro que os esperava para fugir. O carro foi conduzido até Port de Pantin, no nordeste de Paris, onde foi abandonado. Os terroristas então roubaram o carro de um motorista e seguem desaparecidos. A polícia francesa montou uma grande operação para localizar os agressores. Contento também disse que o escritório da Charlie Hebdo teve a proteção aumentada nas últimas semanas por causa de novas ameaças contra a revista.

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O cartunista Charb, que desenhou uma charge de Maomé em 2013, é dos mortos, de acordo com o jornal Libération. Ele foi incluído na lista de procurados da Al-Qaeda após para a produção de caricaturas do profeta Maomé. Os cartunistas Cabu, Wolinski et Tignous também estão entre os mortos. Vincent Justin, um jornalista que trabalha em um edifício próximo à sede do Charlie Hebdo, afirmou que duas pessoas entraram na redação do semanário e começaram a atirar. De acordo com Justin, os autores do ataque gritavam a frase “vamos vingar o profeta”. O canal France Info informou que dois veículos estavam esperando para ajudar na fuga dos dois homens.

Vídeo: O ataque contra a revista 'Charlie Hebdo'

O policial Luc Poignant disse ter conhecimento da morte de um jornalista e de vários feridos, incluindo três policiais. "É uma carnificina", disse Poignant à BFM TV. A sede do Charlie Hebdo foi alvo de ataque com uma bomba incendiária em novembro de 2011 após o jornal ter publicado uma imagem do profeta Maomé em sua capa. Em 2012, a revista voltou a publicar uma charge de Maomé e novamente foi ameaçada. Hoje, horas antes do ataque, o semanário publicou em sua conta no Twitter uma charge satirizando Abu Bakr al-Baghdadi, o terrorista que lidera o grupo Estado Islâmico (EI).

VEJA


Capa da edição de setembro de 2012

Outras testemunhas disseram ao canal de notícias francês iTELE terem visto o incidente a partir de um prédio próximo, no coração da capital francesa. “Cerca de meia hora atrás dois homens com capuz preto entraram no prédio com fuzis Kalashnikovs”, disse Benoit Bringer à emissora. "Poucos minutos depois, nós ouvimos vários tiros", disse, acrescentando que os homens depois foram vistos fugindo do prédio.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, reagiu condenando o ataque terrorista e expressou solidariedade com a França na luta contra o terrorismo. "Os assassinatos em Paris são revoltantes. Estamos ao lado do povo francês na luta contra o terrorismo e na defesa da liberdade de imprensa", declarou Cameron em sua conta no Twitter.

Local do atentado





(Com agências Reuters e France-Presse)

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Avião do exército grego chega à Itália para transportar passageiros de balsa incendiada

 
Passageiros entre os 49 sobreviventes retirados da balsa Norman Atlantic chegam a bordo do cargueiro Spirit of Piraeus ao porto de Brindisi - FILIPPO MONTEFORTE / AFP

O avião deve transportar para a Grécia os cidadãos gregos resgatados que se encontram a bordo do cargueiro Spirit of Piraeus, de bandeira de Cingapura, ou helicópteros envolvidos na operação de socorro, de acordo com esta fonte.

O cargueiro chegou ao porto italiano de Brindisi nesta madrugada com 49 pessoas resgatadas a bordo, entre elas cerca de 20 gregos, segundo uma fonte familiarizada com o caso.

Em Brindisi, membros da proteção civil e de outros serviços de emergência montaram tendas no terminal de passageiros do porto para acomodar as pessoas resgatadas.

As autoridades marítimas italianas, gregas e albanesas lançaram uma grande operação de resgate após o incêndio na manhã de domingo no Estreito de Otranto do Norman Atlantic, que ligava o porto grego de Patras com o italiano de Ancona.

No total, 197 dos 478 passageiros foram resgatados da balsa, de bandeira italiana e operado pela empresa grega Anek, de acordo com o mais recente comunicado da guarda costeira italiana às 23h de domingo. Um deles, de nacionalidade grega, morreu.

A bordo viajavam principalmente gregos (268), turcos (54), italianos (44), albaneses (22), alemães (18), suíços (10) e franceses (10), também estavam na balsa russos, austríacos, ingleses e holandeses.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Vídeo registra pânico de passageiros durante turbulência Avião ia da Coreia do Sul para os EUA e fez pouso forçado em Tóquio



(Joe Raedle/Getty Images/VEJA)

Um passageiro a bordo de um voo da American Airlines que ia da Coreia do Sul para os Estados Unidos nesta quarta-feira registrou momentos de pânico dentro da aeronave, queenfrentou uma turbulência severa e precisou realizar um pouso forçado. A gravação, feita por celular, foi divulgada pelo jornal britânico Daily Telegraph em sua página na internet.

O avião, um Boeing 777-200, aterrissou no Aeroporto Internacional de Narita, em Tóquio. Catorze pessoas precisaram de atendimento médico. No total, a aeronave levava 240 passageiros e quinze tripulantes.

O piloto da British Airways Steve Allright explicou ao Telegraph no ano passado por que as turbulências, apesar de muito desconfortáveis, não são perigosas. Ele disse que diferentes aspectos do clima podem causar diferentes tipos de turbulência, que são classificadas pelo pessoal de aviação nos níveis leve, moderado e severo. O severo é extremamente raro. “Em uma carreira com mais de 10.000 horas de voo, eu experimentei turbulências severas por apenas cerca de 5 minutos no total”, disse.

“A aeronave pode desviar em altitude até 100 pés (30 metros), para cima ou para baixo, mas nada como os milhares de pés que se ouve as pessoas falando quando se trata de turbulência”, acrescentou. Ele também tranquilizou os viajantes dizendo que sejam quais forem as circunstâncias, o piloto vai encontrar o caminho mais confortável para o destino, sem comprometer a segurança. “Exatamente como você, nós também sentimos o movimento e preferiríamos o caminho mais suave”.

Dilma celebra aproximação entre EUA e Cuba ‘vendendo’ Porto de Mariel



Dilma Rousseff ao lado de Evo Morales, José Mujica, Cristina Kirchner, Horacio Cartes e Nicolás Maduro na abertura da Cúpula do Mercosul realizada nesta quinta na Argentina (David Fernández/EFE)

Ao comentar o anúncio sobre a intenção de aproximação entre Estados Unidos e Cuba, a presidente Dilma Rousseff tentou explicar o inexplicável financiamento do Porto de Mariel, na ilha dos irmãos Castro.

“Fico muito feliz com o acordo entre os Estados Unidos e Cuba porque toda a política do governo brasileiro até agora tem sido enfatizar, e não só do ponto de vista retórico, mas com ações concretas, a forma pela qual Cuba tem de ser integrada. Algo que foi tão criticado durante a campanha, o Porto de Mariel, mostra hoje mesmo a sua importância para toda a região. E para o Brasil principalmente na medida em que hoje o porto é estratégico pela sua proximidade com os Estados Unidos. Eu achei fantástica essa retomada das relações entre os Estados Unidos e Cuba. Acredito que isso é um marco das relações da nossa região”, afirmou Dilma ao voltar da Argentina para o Brasil, depois de participar de uma cúpula do Mercosul.

A oportunista tentativa de demonstrar a utilidade do empréstimo para modernização do porto – que, durante a construção, usado para embarcar armas para a Coreia do Norte – não anula o fato de que o governo petista, alinhado ideologicamente com a turma de Fidel, financiou sua ditadura, com recursos do BNDES, usando para isso contratos cujas cláusulas até hoje permanecem secretas.

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(Com Estadão Conteúdo)

Congressistas criticam aproximação dos EUA com Cuba Críticas vieram tanto de republicanos como de democratas. 'Obama perdoou comportamento brutal do governo cubano', disse senador democrata



Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington (Jim Lo Scalzo/EFE/VEJA)

O anúncio de aproximação com Cuba feito nesta quarta-feira por Barack Obama desagradou alguns senadores e deputados, inclusive democratas, que viram com desconfiança os planos para normalizar relações diplomáticas com a ilha.

Um senador democrata chegou a afirmar que o acordo para a libertação de Alan Gross em troca de três agentes cubanos que cumpriam pena nos EUA "criou um precedente perigoso" e colocou vidas americanas em risco. Gross, funcionário da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), foi solto depois de cinco anos preso na ilha.

"As ações do presidente Obama perdoaram o comportamento brutal do governo cubano", disse o senador democrata Bob Menendez, que é presidente do Comitê de Relações Exteriores da Casa.

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"Negociar Gross por três criminosos condenados estabelece um precedente perigoso. É um convite para que regimes ditatoriais e brutais usem americanos que estão no exterior como moeda para barganhas. Eu temo que as ações de hoje vão colocar em risco milhares de americanos que trabalham no exterior apoiando a sociedade civil, o acesso à informação e promovendo reformas democráticas", acrescentou. "Essa transação assimétrica vai provocar mais repressão de Cuba contra opositores e o endurecimento do governo ditatorial em relação ao seu povo”.

O presidente da Câmara dos Deputados, o republicano John Boehner, também criticou duramente a mudança de política do presidente Obama em relação a Cuba, que considerou "mais uma em uma longa linha de concessões sem sentido" a ditadores brutais. "As relações com o regime dos Castro não devem ser revisitadas nem normalizadas até que o povo cubano desfrute de liberdade, e não um segundo antes disso".

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O senador republicano Marco Rubio, que vai assumir em janeiro a presidência do subcomitê de Relações Exteriores para o Hemisfério Ocidental, divulgou comunicado avisando que vai usar seu novo cargo para "bloquear" a reaproximação, que ele classificou como perigoso e desesperado. "Isso é um absurdo e faz parte do posicionamento dessa administração para mimar ditadores e tiranos", criticou. "Apaziguar os irmãos Castro vai incentivar tiranos de Caracas a Teerã e Pyongyang a tentar levar vantagem sobre a ingenuidade do presidente Obama nos seus últimos dois anos no cargo".

O senador republicano Mitch McConnell, que será o novo líder da maioria no Senado a partir do ano que vem, endossou as palavras de Rubio. Seu colega Lindsey Graham resumiu: "Essa é uma ideia incrivelmente ruim".

Apesar de Obama ter poder para retomar relações diplomáticas com Cuba, o anúncio desta quarta-feira foi visto como a mais recente de uma série de iniciativas de Obama para agir sem a necessidade de consultar o Legislativo. “Nós estamos confiantes em nossa capacidade para dar esses passos”, disse um membro da administração Obama a repórteres ao explicar as medidas a serem tomadas.


Se várias medidas poderão entrar em vigor nas próximas semanas e meses, um ponto crucial das relações entre os dois países, o embargo econômico imposto há décadas contra Cuba, depende de negociação com os congressistas para ser suspenso.

EUA anunciam aproximação histórica de Cuba Obama anunciou a normalização das relações diplomáticas com a ilha dos irmãos Castro. Papa Francisco teve papel-chave na negociação entre os países



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cumprimenta o presidente cubano, Raúl Castro, durante o funeral de Nelson Mandela (Reuters/VEJA)

O governo dos Estados Unidos iniciou nesta quarta-feira uma aproximação histórica de Cuba, ao anunciar a normalização das relações diplomáticas plenas e o alívio de diversas sanções em vigor há mais de meio século, desde 1961, informou o presidente Barack Obama em um pronunciamento na Casa Branca. O presidente americano manteve na terça-feira uma longa conversa telefônica com o ditador cubano, Raúl Castro, disse a fonte, e ambos acordaram a abertura de embaixadas "nos próximos meses". Obama anunciou "fim de uma política obsoleta" em relação a Cuba e que "fracassou durante décadas".

Em um acordo costurado durante dezoito meses de negociações secretas hospedadas em grande parte no Canadá e encorajado pelo papa Francisco, que organizou uma reunião final entre as partes no Vaticano, o presidente Obama e o ditador Raúl Castro de Cuba concordaram em deixar de para trás décadas de hostilidade para construir uma nova relação entre os EUA e a ilha comunista que fica a apenas noventa minutos da costa americana. Em seu pronunciamento, Obama agradeceu ao papa Francisco e ao Canadá.

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Em Havana, em um pronunciamento lido ao vivo na TV estatal, Raúl Castro anunciou o reestabelecimento de relações diplomáticas com os EUA, "mas isso não quer dizer que o principal está resolvido" – ressaltou o ditador. "Propomos a adoção de medidas mútuas por parte dos dois países. Reconhecemos que temos profundas diferenças, como em questões de soberania e direitos humanos, mas queremos melhorar as relações. Os progressos já obtidos demonstram que é possível encontrar soluções para muitos problemas". Assim como Obama. Castro também agradeceu ao Canadá e ao Vaticano.

Os Estados Unidos vão suavizar as restrições bancárias sobre as remessas de dinheiro para Cuba, e de viagens. Havana se comprometeu a libertar 53 cubanos identificados como presos políticos por parte do governo dos Estados Unidos. Embora o embargo americano sobre Cuba permaneça em vigor, o governo sinalizou que gostaria de negociar com o Congresso o alívio das sanções.

Os republicanos reagiram com indignação à iniciativa da administração Obama para a normalizar as relações com Cuba. O senador Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e um provável candidato presidencial republicano, prometeu tentar inviabilizar a iniciativa da Casa Branca. "Satisfazer os irmãos Castro só irá motivar outros tiranos, de Caracas a Teerã e Pyongyang, para que eles possam tirar proveito da ingenuidade do presidente Barack Obama", disse Rubio.

Preso libertado – O funcionário terceirizado do governo americano Alan Gross chegou nesta quarta à base militar de Joint Andrews, no Estado de Maryland (EUA). Ele foi posto em liberdade por Cuba após passar cinco anos preso em Havana. Gross, um funcionário da Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês) de 65 anos, foi preso em Cuba em 3 de dezembro de 2009 e condenado a 15 anos de prisão por importar tecnologia proibida e tentar estabelecer um serviço clandestino de internet para judeus cubanos. Ele perdeu mais de 45 quilos na prisão e está com a saúde frágil. Gross iniciou uma greve de fome de nove dias em abril e disse a parentes que estava pensando em se matar se não fosse libertado.

Segundo o jornal The Washington Post, Gross foi solto em uma troca humanitária de prisioneiros – que, oficialmente, é considerada pelo governo americano como uma ação separada. Outro agente de inteligência, que não foi identificado, apenas apontado como um ‘cubano’ mantido atrás das grades em Cuba por quase duas décadas, foi oficialmente envolvido no acordo de troca de prisioneiros. Os três cubanos libertados em troca de Gross fazem parte do chamado Cuban Five, um grupo enviado pelo então ditador de Cuba, Fidel Castro, para espionar no sul da Flórida. Eles foram condenados em 2001 em Miami sob as acusações de conspiração contra o governo americano.

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Barack Obama e o papa Francisco, no Vaticano, em março de 2014 (AFP/VEJA)

As negociações que resultaram na reaproximação de Estados Unidos e Cuba tiveram uma contribuição valiosa do papa Francisco. Em seus discursos simultâneos nesta quarta-feira, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro fizeram questão de agradecer ao pontífice por sua intermediação.

“Em particular, eu quero agradecer a sua santidade o papa Francisco, cujo exemplo moral nos mostra a importância de buscar um mundo como ele deveria ser, em vez de simplesmente se conformar com o mundo como ele é”, disse Obama em seu pronunciamento.

As conversas, que se prolongaram por dezoito meses, tiveram um momento crucial em meados deste ano, quando o papa enviou cartas a Obama e Castro fazendo um chamado para que os dois lados “resolvessem questões humanitárias de interesse comum, incluindo a situação de alguns prisioneiros, para dar início a uma nova fase nas relações”. O Vaticano também recebeu delegações dos dois países para um encontro mediado pelo cardeal Pietro Paroli, secretário de Estado.

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Após os discursos de Obama e Raúl, a Santa Sé informou que o papa Francisco "ficou vivamente alegre" com o restabelecimento das relações. Acrescentou que o objetivo ao acolher as delegações para conversas em outubro foi “oferecer seus bons ofícios para favorecer um diálogo construtivo sobre temas delicados, de onde surgiram soluções satisfatórias para ambas as partes". "A Santa Sé continuará apoiando as iniciativas que as duas nações vão empreender para favorecer o bem-estar de seus respectivos cidadãos", concluiu o comunicado.

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De acordo com o The New York Times, o papel do papa nas negociações ajudou a "polir" a imagem do Vaticano como um "corretor" na diplomacia global. O jornal afirmou ainda que ação reforça a imagem de liderança de Francisco.

O restabelecimento de relações normais entre os dois países tem sido uma causa observada por vários papas, mas o tema ganhou mais importância depois que a Igreja Católica passou a ser liderada pela primeira vez por um papa de origem latino-americana.

O tema integrou a agenda da visita de Obama ao Vaticano em março deste ano, informou o jornal britânico The Guardian, lembrando que o secretário de Estado americano John Kerry encontrou seu homólogo no Vaticano no início desta semana. A narrativa oficial do Vaticano sobre o conteúdo das conversas, no entanto, foi de que elas ficaram concentradas nos esforços para fechar a prisão de Guantánamo, em Cuba.

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Após mais de cinco décadas de enfrentamento, EUA e Cuba anunciaram em conjunto uma reaproximação. O anúncio ocorreu depois de o governo do presidente Barack Obama libertar três espiões cubanos que cumpriam pena no país desde 2001 em troca de um oficial de inteligência americano que estava há quase 20 anos preso em Cuba. Na barganha, também foi incluído de maneira não oficial o especialista em ajuda humanitária Alan Gross, que estava preso na ilha há cinco anos.

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Federica Mogherini, chefe da diplomacia da União Europeia (EFE/EFE)

Vinte e cinco anos após a queda do Muro de Berlim unir a Europa novamente, a União Europeia (UE) elogiou a "virada histórica" com a retomada das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos. "Hoje outro muro começou a cair", disse a chefe de política externa da UE, Federica Mogherini, em um comunicado. "Essas medidas representam uma vitória do diálogo sobre a confrontação", ressaltou.

Apesar de criticarem os abusos de direitos humanos em Cuba, governos europeus há muito tempo cobram dos Estados Unidos uma melhora das relações com a ilha de regime comunista, especialmente desde o fim da Guerra Fria e o colapso da União Soviética. Mogherini disse que a UE, que retirou sanções diplomáticas contra Cuba em 2008, defende o diálogo. Em abril, o bloco começou negociações por um acordo de cooperação, apesar de Cuba recentemente ter adiado conversas que tratariam sobre direitos humanos.

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"Os direitos humanos permanecem no coração da política da UE para Cuba", disse Mogherini, ex-chanceler da Itália. Ela também agradeceu ao papa Francisco por sua "sabedoria" em ajudar a mediar as negociações entre Havana e Washington.

Falando em nome do governo alemão, o ministro de Relações Exteriores, Frank Walter Steinmeier, afirmou que a reaproximação pacífica é "uma notícia muito boa em tempos repletos de conflitos". Steinmeier também afirmou que respeita a “coragem” do presidente americano Barack Obama, que “rompeu com a política que causou nas últimas décadas apenas estagnação e falta de perspectivas para as pessoas afetadas".

No Vaticano, o papa Francisco comemorou nesta quinta a decisão dos Estados Unidos e de Cuba de melhorar suas relações. “Hoje todos estamos contentes porque vimos como dois povos, que tinham se afastado durante muitos anos, deram ontem um passo de aproximação. Isto foi possível graças aos embaixadores e à diplomacia”, disse durante a cerimônia de entrega de cartas credenciais a vários embaixadores perante a Santa Sé.

(Com agências EFE e Reuters)