O ex-presidente peruano Alan García(Paolo Aguilar/EFE)
Uma comissão de investigação do Congresso peruano considerou nesta quinta-feira que existem "indícios razoáveis" de que o ex-presidente Alan García e vários funcionários de seu segundo governo (2006-2011) formaram uma quadrilha para interferir na investigação de um caso de espionagem. O relatório que averiguou as suspeitas irregularidades apresentadas durante o segundo mandato de García foi exposto perante o plenário do Congresso pelo deputado Sergio Tejada, que presidiu a comissão.
O grupo de trabalho considerou que García e seus ex-ministros Jorge del Castillo, Miguel Hidalgo e Hernán Garrido Lecca foram responsáveis de uma interferência política na investigação judicial, em 2009, sobre a empresa Business Track, contratada para fazer grampos ilegais. "De acordo com o relatório em menção, os envolvidos teriam formado uma quadrilha com o propósito de dificultar o trabalho da Justiça e evitar o esclarecimento dos fatos vinculados às atividades ilegais de intercepção telefônica da empresa Business Track e de evitar o conhecimento público das gravações telefônicas", declarou Tejada.
O escândalo Business Track refere-se a uma grande operação de escutas telefónicas ilegais que funcionou entre 2008 e 2009. A empresa monitorou ilegalmente a negociação de contratos milionários de exploração de petróleo e gás entre o governo e uma empresa norueguesa. Além da ilegalidade das escutas - feitas sem o consentimento da Justiça -, há suspeita de que houve corrupção na negociação dos contratos. O caso envolve figuras de topo no governo García, funcionários de empresas privadas e proeminentes membros das forças armadas.
Depois da sustentação das conclusões, houve um intenso debate e uma votação que as aprovou por maioria. Agora, o relatório será enviado à Comissão de Acusações Constitucionais do Congresso e ao Ministério Público para que determinem se serão apresentadas denúncias penais. A acusação contra o ex-presidente García pode sepultar seus desejos explícitos de concorrer à Presidência peruana em 2016.
(Da redação)
Uma comissão de investigação do Congresso peruano considerou nesta quinta-feira que existem "indícios razoáveis" de que o ex-presidente Alan García e vários funcionários de seu segundo governo (2006-2011) formaram uma quadrilha para interferir na investigação de um caso de espionagem. O relatório que averiguou as suspeitas irregularidades apresentadas durante o segundo mandato de García foi exposto perante o plenário do Congresso pelo deputado Sergio Tejada, que presidiu a comissão.
O grupo de trabalho considerou que García e seus ex-ministros Jorge del Castillo, Miguel Hidalgo e Hernán Garrido Lecca foram responsáveis de uma interferência política na investigação judicial, em 2009, sobre a empresa Business Track, contratada para fazer grampos ilegais. "De acordo com o relatório em menção, os envolvidos teriam formado uma quadrilha com o propósito de dificultar o trabalho da Justiça e evitar o esclarecimento dos fatos vinculados às atividades ilegais de intercepção telefônica da empresa Business Track e de evitar o conhecimento público das gravações telefônicas", declarou Tejada.
O escândalo Business Track refere-se a uma grande operação de escutas telefónicas ilegais que funcionou entre 2008 e 2009. A empresa monitorou ilegalmente a negociação de contratos milionários de exploração de petróleo e gás entre o governo e uma empresa norueguesa. Além da ilegalidade das escutas - feitas sem o consentimento da Justiça -, há suspeita de que houve corrupção na negociação dos contratos. O caso envolve figuras de topo no governo García, funcionários de empresas privadas e proeminentes membros das forças armadas.
Depois da sustentação das conclusões, houve um intenso debate e uma votação que as aprovou por maioria. Agora, o relatório será enviado à Comissão de Acusações Constitucionais do Congresso e ao Ministério Público para que determinem se serão apresentadas denúncias penais. A acusação contra o ex-presidente García pode sepultar seus desejos explícitos de concorrer à Presidência peruana em 2016.
(Da redação)