domingo, 11 de março de 2012

Veja dicas de intercâmbio na Austrália


Veja dicas de intercâmbio



na Austrália


Procura é maior para cursos de inglês e de ensino técnico-profissional.
Para o ensino superior, porém, há mais facilidades para tirar o visto.



Um dos poucos países de língua inglesa que, além do desenvolvimento, também oferece clima mais ameno que as baixas temperaturas do hemisfério norte, a Austrália tenta driblar o alto custo de vida e da passagem aérea com a facilitação da emissão de vistos e a oferta de educação de excelência. Em 2011, mais de meio milhão de pessoas de 180 nações diferentes estavam matriculadas em algum curso no país, que tem cerca de 22 milhões de habitantes.


Entre os dez países com maior número de intercambistas no país da Oceania, o Brasil é o único que não fica na Ásia ou no Oriente Médio. Ao todo, 15.285 brasileiros estudavam lá no ano passado, segundo dados do consulado do país em São Paulo. Entre 2008 e 2011, foram cerca de 65 mil intercâmbios.



Alexandre Chevir, de 16 anos, já tinha em mãos todos os documentos exigidos pelo programa de intercâmbio nos Estados Unidos que tinha escolhido, mas decidiu trocar o país da América do Norte pela cidade de Brisbane, na costa leste australiana, depois de descobrir as opções ofertadas pelo país da Oceania.
"Deu vontade de ver os programas na Austrália por curiosidade. Falei com um amigo de um amigo que já tinha ido para lá, e encontrei um colégio com convênio com uma academia de tênis. Como eu jogo tênis, gostei do programa", contou o adolescente, que embarca em julho para seu intercâmbio de seis meses.
Alexandre considera bom o seu domínio do inglês e disse que resolveu fazer a viagem pela experiência. Mas a maioria dos estudantes que buscam a Austrália pretendem adquirir fluência no idioma.
É o caso de Carolina Brenoe. A estudante de 27 anos cursava odontologia no Brasil, mas não estava feliz com a carreira que havia escolhido.
"Decidi fazer a viagem para estudar inglês e voltar para estudar em uma área da qual eu gostasse", contou a estudante. Ela passou nove meses no exterior com o noivo, que é engenheiro, mas decidiu largar o emprego para investir em aprender o idioma. Os dois voltaram ao Brasil no início do ano.
A jovem, que agora pretende estudar administração, contou ao G1 que preferiu morar em Sidney, na costa leste, porque a cidade é grande como São Paulo. "É uma São Paulo menor e melhor no sentido de organização, violência, poluição. É bonita e tem muitos parques", disse. Entre as diferenças apontadas por ela estão o frio - o casal chegou em maio de 2011 à Austrália, pouco antes do inverno - e o custo de vida, já que o de Sidney é mais alto que o da capital paulista.
É caro, mas você ganha em dólar, então acaba conseguindo pagar aluguel e ainda sobra algum dinheiro." Com as economias que fizeram em seis meses, os dois viajaram durante três meses pela Indonésia e Tailândia. Eles trabalharam em meio-período - permitido para quem tem visto de estudante com duração a partir 90 dias -, e pagavam 600 dólares australianos de aluguel por pessoa (cerca de R$ 1.130). "Eu trabalhei em um restaurante", disse ela, que afirmou ter tido dificuldades para compreender o sotaque australiano apenas durante o primeiro mês.
Uma das desvantagens que os brasileiros encontram na Austrália, segundo Carolina, é a comida. "Não tem a variedade de frutas e legumes do Brasil, e a qualidade é pior. Usam muito hormônio nos alimentos, não tem aquela suculência da fruta do Brasil." Além disso, ela afirmou que comer na rua é muito caro e que o casal preferiu cozinhar em casa.