terça-feira, 17 de julho de 2012

Médica é indiciada por colar pálpebra de menino


Bruno havia sido levado ao hospital após ter o supercílio aberto em uma queda


Fabiano Mendonça Furtado e a mulher Dilmara, com Bruno no colo (Alexandre Brum/Ag. O Dia)

A polícia civil do Rio de Janeiro indiciou por lesão corporal culposa (sem intenção) a médica Rachel Pedrosa, que é acusada de colar o olho esquerdo de Bruno Lima Furtado, de 1 ano e sete meses. O caso aconteceu no último dia 3, quando o menino foi levado pelos pais ao hospital Rio’s Dor, em Jacarepaguá, com o supercílio aberto depois de bater em uma mesa enquanto brincava em casa. A médica optou por usar cola cirúrgica para fechar o ferimento, mas teria deixado o produto cair nos olhos da criança.

Além da acusada, foram ouvidos nesta segunda-feira uma pediatra e um oftalmologista do hospital da zona oeste da cidade. Também foi analisado o laudo do Instituto Médico Legal, que confirma a lesão de Bruno, que não teve a visão atingida, segundo os pais Fabiano Mendonça e Gilmara, que o levaram para consulta com um profissional especializado. Fabiano conta que está fazendo compressas de água morna na tentativa de que a pálpebra descole naturalmente. Caso não funcione, o menino pode precisar ser operado.

Se for condenada, Rachel pode pegar de três meses a um ano de prisão. Em nota, o hospital disse que "algumas adversidades inerentes ao uso da cola cirúrgica podem acontecer". Encerradas as investigações, ocaso segue agora para o Juizado Especial Criminal de Jacarepaguá.