sábado, 13 de outubro de 2012

Partidários e opositores de regime egípcio se enfrentam


O conflito ocorrido na praça Tahrir, no Cairo, deixou pelo menos 110 pessoas feridas, apontam números oficiais


Manifestante em frente a ônibus queimado na praça Tahrir (EFE)

Grupos de manifestantes a favor e contra o presidente egípcio, Mohamed Mursi, entraram em confronto nesta sexta-feira na praça Tahrir (no Cairo), principal palco das manifestações que ajudaram a derrubar o ex-ditador Hosni Mubarak no ano passado. Pelo menos 110 pessoas ficaram feridas (a maioria, atingida por pedradas), segundo autoridades. Uma fonte do Ministério do Interior, citada pela agência oficial Mena, destacou que não houve registro de pessoas atingidas por disparos de armas de fogo.

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Nesta sexta-feira, dois protestos estavam convocados na praça em razão dos 100 dias de mandato de Mursi. Um deles pediria a renúncia do presidente. O outro, convocado pela Irmandade Muçulmana, era a favor de Mursi e contra a maneira como haviam sido julgados alguns integrantes do antigo regime.

Uma testemunha disse que os confrontos tiveram início quando um jovem subiu em um palco para gritar contra "o poder do guia espiritual", em uma referência ao líder máximo da Irmandade, Mohammed Badia. Nesse momento, jovens da Irmandade Muçulmana começaram a atacar a tribuna, enquanto, segundo a mesma fonte, cantavam o lema "atrás de Mursi há homens valentes". Ônibus foram queimados.




Manifestação na praça Tahrir nesta sexta-feira

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Enquanto os partidários do chefe do estado gritavam "te queremos, Mursi", seus oponentes respondiam com palavras de ordem como "o povo quer a queda do governo do guia espiritual" da Irmandade Muçulmana e "Mursi, covarde, retire seus cachorros da praça".

(Com Agência EFE)