terça-feira, 20 de novembro de 2012

Bancos Ex-trader do UBS é condenado a 7 anos de prisão por fraude

Kweku Adoboli foi declarado culpado por uma fraude que custou 2,3 bilhões de dólares ao banco suíço


Kweku Adoboli (Reprodução)

O ex-trader do UBS, Kweku Adoboli, declarado culpado por uma fraude que custou 2,3 bilhões de dólares ao banco suíço UBS, foi condenado nesta terça-feira a sete anos de prisão pelo tribunal londrino de Southwark. "Você tem uma forte veia jogadora. Você foi arrogante ao pensar que as regras do banco para os traders não se aplicavam a você", disse o juiz Brian Keith ao anunciar a sentença contra Adoboli, de 32 anos, que não conteve as lágrimas.

Um jurado popular havia condenado previamente o ex-trader por fraude e o havia absolvido das acusações de falsa contabilidade, após menos de três dias de deliberações. O UBS se manifestou em um curto comunicado e disse que está "contente que o processo penal tenha chegado a uma conclusão" e agradeceu às autoridades britânicas pela maneira como conduziram o caso.

A promotoria acusou Adoboli, que negava todos as acusações, de ter "jogado fraudulentamente" com o dinheiro do UBS, gerando perdas de 2,3 bilhões de dólares (1,8 bilhão de euros). Segundo a acusação, Adoboli ultrapassou seus limites como corretor, inventou operações fictícias para ocultá-lo e depois mentiu a seus superiores, tudo isso com o objetivo aparente de incrementar seus bônus e seu status dentro da entidade.

Filho de um alto funcionário ganês da ONU já aposentado, Adoboli trabalhava com produtos financeiros complexos no Departamento de ETF (fundos cotados em bolsa) da sede londrina do UBS até sua detenção em setembro de 2011. As primeiras operações fraudulentas aconteceram em 2008.

O perfil de Adoboli recorda o de Jerome Kerviel, o gestor que causou perdas de 5 bilhões de euros ao banco francês Société Générale em 2008 com transações não autorizadas.

(Com Agência France-Presse)