quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Aeronautas entram em greve nesta quinta-feira

Objetivo é pressionar as companhias aéreas por melhores salários e condições de trabalho; categoria reúne pilotos e comissários


Sindicato Nacional dos Aeronautas e ex-funcionarios da WebJet realizam protesto contra demissões, em São Paulo (27/11) (Nelson Antoine/Futurapress)

Com o objetivo de pressionar as companhias aéreas por melhores salários e condições de trabalho, os aeronautas, categoria que reúne pilotos e comissários, decidiram entrar em greve nesta quinta-feira. A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada no dia 10 de dezembro.

Segundo nota do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA), não houve avanço nas negociações com as empresas aéreas em reunião na quarta-feira. Às 13h serão realizadas assembleias de aeronautas nas sedes do SNA em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belém e às 16h começarão os protestos nos aeroportos de Porto Alegre, Congonhas (São Paulo), Santos Dumont (Rio de Janeiro), Afonso Pena (Curitiba) e Recife. Os aposentados e pensionistas do Aerus, empresa de previdência privada dos antigos trabalhadores da Varig e da Transbrasil, também participarão dos protestos.

O SNA alega que as companhias aéreas estão oferecendo um reajuste abaixo da inflação e querem novos pisos salariais. Os trabalhadores também reclamam da sobrecarga de trabalho, do assédio moral e da fadiga do excesso de trabalho.

Webjet - No dia 27 de novembro, ex-funcionários da companhia aérea Webjet e representantes do SNA já haviam protestado em cinco capitais contra o fechamento da Webjet, anunciado pela Gol Linhas Aéreas no dia 23 de novembro. O sindicato reivindicava a reversão da demissão de 850 trabalhadores. Um dia após os protestos, o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, disse que a empresa descarta a possibilidade de reverter sua decisão de encerrar a WebJet. Contudo, a Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro declarou na sexta-feira passada a nulidade das demissões e determinou a imediata reintegração dos trabalhadores. A decisão foi dada em liminar assinada pelo juiz da 23ª Vara do Trabalho em ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho no Rio (MPT-RJ).