A russa Maria Sharapova é a tenista numero 2 do mundo. Mas, no quesito beleza, com seu 1,88 metro de altura, 59 quilos, cabelos loiros e olhos verdes, ganha com folga das adversárias que costuma encarar nas quadras. A atleta, de 25 anos, está no Brasil para o Gillette Federer Tour, evento que trouxe ao país alguns dos mais importantes tenistas da atualidade. Sharapova, que, na noite desta sexta-feira, joga contra a dinamarquesa Caroline Wozniacki, conversou comigo nos bastidores do ginásio do Ibirapuera. Confira o bate-papo exclusivo.
Mesmo em amistosos, é bom vencer uma de suas adversárias frequentes ou isso não tem importância? Para mim, ganhar é sempre a melhor opção.
Você está numa viagem com outras tenistas com quem compete normalmente. Como é esse convívio fora dos torneios profissionais? O clima aqui é mais leve, mais descontraído. No final do dia, a gente se encontra, se conhece melhor. Acho que todos ficam felizes de poder fazer partidas cujo maior objetivo é o entretenimento do público e mostrar o estilo de jogo de cada um. Principalmente quando se está em um país como o Brasil, onde o tênis não tem eventos de grande porte e podemos mostrar mais do nosso esporte.
Depois de sua primeira visita ao Brasil, em 2009, você virou fã de pão de queijo. E disse que faria em sua casa. Já experimentou a receita?Recebi a receita de uma amiga, a tenista argentina Gisela Dulko, e tentei fazer uma vez. Mas o polvilho nos Estados Unidos é totalmente diferente. Aliás, não posso esquecer de comprar para levar para casa desta vez.
O que você mais gostou em São Paulo até agora? Sem dúvida, do passeio de helicóptero. Além da vista panorâmica, eu me senti no desenho dos Jetsons, com aquele barulho todo, com a movimentação. Entendo que muitas pessoas usem esse meio de transporte para fugir do trânsito por aqui, mas essa não é a minha realidade. Achei divertido viver isso por um dia.
E o que não poderá faltar antes de ir embora? Comer, sem dúvida. Quero sair para jantar, experimentar restaurantes novos. Gosto muito de comer.
Você lançou uma linha de balas, com açúcar, a ‘Sugarpova’. Mas uma atleta de ponta e com silhueta de dar inveja, como você, come mesmo essas guloseimas? Sem dúvida, como, sim. As balinhas são deliciosas e muito bonitinhas. Não carrego na bolsa, mas meu empresário sempre as tem. Se deixar comigo, como tudo de uma vez. Começamos do zero, visitei fábricas, saboreei tudo o que podia. E ainda exercitei minha veia criativa com os formatos. Tem boca, bolinha… Isso remete à minha infância. Quando era criança, meus pais me premiavam com um saquinho de doces quando eu cumpria as metas, quando me saía bem nas tarefas. Todo mundo ama bala, não é mesmo? E comer, sem exagerar, não faz mal a ninguém.
Você continua solteira? O que acha dos homens brasileiros? Estou solteira. Gosto dos brasileiros de maneira geral. É um povo amável, fácil de conhecer, de bater papo. Em alguns países é mais difícil se aproximar das pessoas. Ainda assim, não conheci nenhum brasileiro em especial.
E já recebeu alguma cantada em especial? Ainda não, mas estou esperando [risos].
Há algumas semanas, Novak Djockovic [maior adversário de Federer nas quadras e imitador bem-humorado dos colegas] contou, em entrevista para a coluna, que você tinha pedido para que ele fizesse um andar mais feminino quando a imitasse. Ele seguiu sua dica? Verdade, eu disse para ele que devia colocar algum movimento no quadril, rebolar mais. O andar estava muito duro. Ele é meu amigo e é sempre divertido. É bom ter alguém que, além de um grande atleta, é muito agradável.
Susan Miller, a astróloga mais influente do mundo, estava no Brasil até ontem , e encontrou uma legião de fãs por aqui. Você acredita em oráculos? Não é que acredite ou duvide. Às vezes, acho interessante ler sobre o signo, que descreve características da nossa personalidade. Nunca fui a uma pessoa para saber mais sobre o assunto, mas acho divertido ler o horóscopo, principalmente quando diz coisas boas. Muitas vezes, não dá para levar a sério, porque a gente não sabe quem está por trás daquela previsão, mas ler por diversão vale.
Qual a superstição que funciona para você? Não vejo como superstição, mas como uma rotina. É uma programação que faço antes de entrar na quadra. Eu me concentro, aqueço. Tenho um tempo para esse ritual.
Qual a parte mais difícil de ser tenista? Certamente, é fazer e desfazer mala. Ter à disposição apenas o que cabe na bagagem já me fez pensar: ‘Ah, como eu gostaria de ter mais opções do que vestir nesse momento’. Mas, com o tempo, já aprendi melhor o que devo levar.
É difícil fazer sucesso pelo seu talento no esporte e, além disso, fazer sucesso pela beleza? É algo que vem naturalmente e sempre foco no que é importante para mim internamente. Claro que receber elogios é bom, mas há ótimos elogios para se ouvir que não têm a ver com a beleza, como, por exemplo, dizerem que sou pé no chão, uma pessoa sem deslumbramento. Qualquer um pode dizer que sou loira ou algo assim. Mas elogiar um detalhe da minha personalidade, alguma característica que só quem prestou atenção de verdade vê, é muito melhor.
Por Paula Neiva