Um ônibus foi incendiado no fim da noite desta quinta-feira (21), no Anel Rodoviário, na altura do bairro João Pinheiro, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Um bilhete deixado pelos criminosos levantou suspeitas de que o atentado tenha sido comandado por detentos envolvidos na rebelião na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. A ordem para incendiar o coletivo teria partido de um dos chefes do motim. Mas na manhã desta sexta-feira (22), a hipótese foi descartada pelo coronel Antônio Carvalho, do comando do policiamento especializado da Polícia Militar.
As pessoas que estavam no coletivo não quiseram dar entrevista, mas disseram que um dos suspeitos entregou um bilhete ao motorista com a frase "opressão ao sistema".
A TV Globo Minas registrou, com exclusividade, o ônibus da linha 4501, que liga os bairros São Paulo e Califórnia, em chamas, às margens do Anel.
Segundo testemunhas, dois homens deram sinal e entraram ordenando ao motorista, ao cobrador e a dois passageiros que descessem. Os criminosos teriam espalhado gasolina no veículo e colocaram fogo. As labaredas ficaram altas e ameaçaram a rede elétrica e carros que estavam próximos.
O combustível do ônibus vazou e escorreu pela rodovia, e atingiu um carro que estava estacionado. Houve risco de explosão.
Eles conseguiram resfriar o veículo e evitar que o tanque fosse atingido. A proprietária disse que deixou o carro no local para ir à casa de um parente e levou um susto quando voltou. Os dois veículos ficaram destruídos.
Os policiais militares que estavam no local não mostraram a carta e não deram entrevista. O trânsito na marginal da rodovia foi liberado depois que os bombeiros controlaram o fogo.