Presidente vai à Suíça e a Cuba e só depois começará a reforma ministerial; nesta segunda, ela se reuniu com Lula, Mercadante e Franklin Martins
Gabriel Castro, de Brasília
CONSELHEIRO - Aloizio Mercadante, futuro homem forte do governo (Elza Fiuza/ABR)
A presidente Dilma Rousseff deverá iniciar as trocas na equipe ministerial somente depois do dia 30 de janeiro, quando encerrará as viagens que fará a Davos, onde participará do Fórum Econômico Mundial, e a Cuba, para o encontro da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Nesta segunda-feira, Dilma recebeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Franklin Martins e o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que deverá assumir a Casa Civil. O encontro, que durou cinco horas, não constava na agenda oficial da presidente.
Apesar de a reunião servir para tratar das mudanças no ministério, o governo não confirmou as mudanças. "Como sempre, essas reuniões discutem conjuntura. Hoje eles discutiram Copa e educação", disse Thomas Traumann, porta-voz da Presidência, após a reunião.
As trocas nos ministérios são necessárias porque alguns ministros vão se lançar candidatos nas eleições de outubro. A Lei Eleitoral exige que eles deixem o cargo até o início de abril. Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, disputará o governo do Paraná. Ela está em férias até o dia 27.
Outras pastas que sofrerão mudanças serão a Saúde (Alexandre Padilha vai concorrer ao governo de São Paulo), Educação (que terá uma lacuna com a ida de Mercadante para a Casa Civil) e Desenvolvimento (Fernando Pimentel deve se candidatar ao governo de Minas Gerais e pode ser substituído por Josué Gomes, filho do ex-presidente José Alencar).
A reforma ministerial também funcionará para Dilma garantir uma ampla aliança nas eleições deste ano. Ela cogita ceder um ministério para o recém-criado Pros, um para o PTB e um para o PSD, que já tem Guilherme Afif Domingos no comando da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. Por outro lado, o PMDB cobra um sexto ministério, em um pleito que ganhou força depois que o PSB deixou a base aliada e abriu mão de suas duas pastas.