quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Trens voltam a circular depois de 13 horas de paralisação

Agência que fiscaliza transportes públicos no Estado do Rio vai multar Supervia por problemas de operação nesta quarta-feira
Daniel Haidar, do Rio de Janeiro


Trem descarrila na altura da estação de São Cristóvão, no Rio de Janeiro, RJ, na manhã desta quarta-feira (22) ( Ale Silva/Futura Press)

Passadas 13 horas do descarrilamento que paralisou todo o sistema de trens do Rio de Janeiro, a circulação de composições foi normalizada, segundo a concessionária Supervia, às 18h15 desta quarta-feira. A movimentação foi retomada parcialmente a partir das 16h, pelos ramais Saracuruna e Belford Roxo. Os demais – Deodoro, Japeri e Santa Cruz – foram progressivamente reativados.

O acidente com um trem nas imediações da estação São Cristóvão obrigou, mais uma vez, passageiros a caminhar pela linha férrea. Houve reclamações de demora para sair das estações, com poucas roletas em operação, e a movimentação de passageiros precisou ser feita por ônibus extras, deslocados pelas empresas que operam na capital.


O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, responsável pelo sistema ferroviário, foi xingado e hostilizado por passageiros nas proximidades do acidente. Segundo Lopes, o Rio só ficará livre dos problemas no sistema de trens em 2016. O sucateamento ao longo de décadas e o abandono das linhas e estações, segundo ele, são os culpados pelos problemas recorrentes nas linhas operadas pela Supervia.

De acordo com a agência que fiscaliza o transporte público no Estado do Rio – a Agetransp, sigla de Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários e Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro – ao longo de 2013 houve 83 ocorrências de problemas nas linhas operadas pela Supervia. A agência não informa quantas deles envolvem paralisação total, parcial ou problemas como a necessidade de passageiros caminharem pela linha férrea.

A agência informou que multará a concessionária pelas falhas desta quarta-feira. A multa, no entanto, não tem servido para melhorar o serviço. De 2009 a 2013, a Agetransp emitiu multas que somam 5.284.489,51 reais contra a Supervia. A empresa só pagou 1.962.953,69 reais desse total.

No episódio desta quarta-feira, a agência considerou que houve problemas na informação aos passageiros, na resolução da forma de transporte dos usuários afetados e no plano de contingência de forma geral. O valor da multa relativa ao problema desta quarta-feira ainda será calculado.