terça-feira, 9 de dezembro de 2014

EUA alertam para riscos de segurança com divulgação de relatório sobre tortura



A senadora democrata Dianne Feinstein, responsável por chefiar o Comitê de Inteligência da Casa (Jonathan Ernst/Reuters/VEJA)

Embaixadas americanas, unidades militares e outras instalações dos Estados Unidos estão se preparando para possíveis ameaças de segurança relacionadas à divulgação de um relatório sobre as duras técnicas de interrogatório da CIA, a agência de inteligência americana.

“Há algumas indicações de que a divulgação do relatório pode levar a um maior risco às instalações dos EUA e a indivíduos em todo o mundo", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. "A administração tomou as medidas prudentes para garantir que as precauções de segurança adequadas sejam implantadas nas instalações norte-americanas ao redor do mundo."

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O porta-voz do Pentágono, Steve Warren, disse que "certamente há a possibilidade de que o lançamento deste relatório possa causar agitação" e, portanto, combatentes foram instruídos a tomarem medidas de proteção.

O relatório do Comitê de Inteligência do Senado deverá ser tornado público nesta terça-feira. O secretário de Estado John Kerry chegou a pedir à presidente da comissão, Dianne Feinstein, para “considerar” uma mudança na data. Mas Earnest afirmou que “seria difícil imaginar” um momento certo para tornar as informações públicas.

O relatório completo, com mais de 6.000 páginas, continua secreto. O que será divulgado é um resumo de 480 páginas, que deve detalhar a campanha da CIA contra a Al Qaeda depois dos ataques terroristas de 11 de setembro. O texto deverá defender que as táticas condenáveis dos interrogatórios da agência na guerra ao terror, que envolviam tortura, falharam em trazer resultados.

(Com Estadão Conteúdo)