O novo helicóptero S-97 Raider está sendo desenvolvido com investimento da própria Sikorsky. (Foto: Sikorsky)
Não existe razão da companhia não desenvolver e testar aeronaves que provem sua capacidade de construir helicópteros de combate que voem mais rápido, mais alto, sejam mais manobráveis e carreguem mais carga. Deparando-se com a possibilidade de um orçamento mais apertado nos próximos anos, o Exército e o Departamento de Defesa poderá não contar com muito dinheiro para aplicar em novos programas de desenvolvimento de helicópteros. Isso não impede a Sikorsky Aircraft Corp. de seguir adiante e investir 10 milhões de dolares na tentativa de reinventar o helicoptero militar.
O president Jeff Pino afirma: A Sikorsky está comprometida em investir seus próprios recursos na construção de protótipos do S-97 Raider, uma aeronave de demonstração que incorporou a Tecnologia X2 de helicopteros de alta-velocidade, provando aos militares onde é possível chegar.
Em entrevista recente, Pino afirma estar seguro que a Sikorsky pode desenvolver esta tecnologia de helicopteros de alta-velocidade de forma mais rápida e econômica sem o gerenciamento, dinheiro e supervisão do Governo.
“É interessante realizar isso com nossos próprios recursos,” afirma Pino, piloto veterano e ex executivo da Bell Helicopter.
“Penso que podemos realizar este tipo de desenvolvimento por 1/3 do custo e na metade do tempo [de um contrato Governamental]. Posso realizar isso com um número menor de pessoas. Posso realizar isso em um ambiente como da Skun-Works; chamamos isso de Sikorsky Innovations.”
Sikorsky, que produz o cavalo de carga do Exército UH-60 Black Hawk e o CH-53 dos Marines, é uma subsidiária da United Technologies Corp. baseada em Connecticut. Seu escritório de engenharia, com cerca de 200 empregados, está localizado em South Fort Worth e sua subsidiária, a Composite Technology em Grapevine, que emprega outros 300 trabalhadores na manutenção de rotores.
O S-97 Raider é o helicoptero de ataque escolhido para demonstrar a tecnologia de operação em alta-velocidade, altitudes elevadas para o Exército Americano que poderá substituir a já envelhecida frota de OH-58D Kiowa Warrior fabricados pela Bell.
O Exército Americano têm planos para uma aeronave dentro do programa de Escoltas Aereas Armadas. Bell e AVX Aircraft Co., ambas de Fort Worth, propõe um OH-58 atualizado, com melhor performance.
Muitos analistas dizem que com o aumento da pressão sobre o orçamento, é improvável que o Exército Americano tenha recursos para investimento neste programa de atualização nos próximos dois anos, ou mais. Neste caso, Sikorsky teria tempo para levar seus planos adiante.
Mesmo com as incertezas e riscos do contrato com o Exército não se concretizar, Pino afirma não enchergar razões para a Companhia não desenvolver e testar uma aeronave que prove nossa capacidade de produzir um helicoptero de combate que voe mais rápido, mais alto, mais ágil e que carregue mais carga.
“Nos comprometemos a construir dois protótipos do S-97,” afima Pino. O primeiro voará em 2014 para testar a tecnologia seguido de um segundo protótipo que testará os equipamentos de missão e sistemas militares.
S-97 será desenvolvido para carregar armas, dois tripulantes e seis tropas. Sikorsky selecionou recentemente 35 fornecedores para este programa, sendo que alguns destes contribuirão com seus próprios recursos neste esforço de desenvolvimento.
O S-97 é a próxima etapa da Sikorsky em sua busca pelo que chama de Tecnologia X2. A primeira etapa foi desenhar, desenvolver e testar o demosntrador X2, que vôo um total de 17 horas em 2009 e 2010. Este demonstrador atingiu a velocidade máxima de 250 nós (463 km/h), duas vezes a velocidade máxima de um helicoptero convencional.
O helicoptero utiliza contra-rotores coaxiais, e um rotor de cauda que lhe garante alta performance. AVX está desenvolvendo um conceito similar.
Segundo dados da Sikorsky o S-97 pode manter velocidade de cruzeiro de 220 nós (407 km/h) e uma velocidade máxima de 240 nós (445 km/h). “Isso desarmado, sem carga externa,” afirma Pino.
Por muito tempo Pino tem defendido que os fabricantes de helicopteros e a indústria aeroespacial não devem esperar por contratos do governo e sim investir parte dos ganhos de anos de fornecimento para as Forças Armadas em novas tecnologias.
“Falamos para a indústria, nem sempre temos o suporte de um contrato do governo,’” Afirma Pino.