sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Foguete lançado pelo Hamas atinge região de Jerusalém

Um foguete lançado pelo braço armado do Hamas caiu na região de Jerusalém nesta sexta-feira (16), segundo a Rádio Israel, em mais um lance da escalada de violência entre isralenses e palestinos da Faixa de Gaza.
Não houve feridos, segundo a rádio.

Sirenes antiaéreas soaram na cidade, sede do governo israelense, que fica a 70 quilômetros da Faixa de Gaza, antes de um impacto ser ouvido, segundo testemunhas da agência Reuters.

De acordo com a imprensa israelense, a região não era alvejada desde 1970.

Mais cedo, o Hamas lançou um foguete Qassam em direção à cidade israelense de Tel Aviv.

A polícia afirmou que um foguete lançado a partir de Gaza caiu no mar, próximo à cidade. Sirenes soaram no centro comercial de Tel Aviv no início da tarde, e uma forte explosão foi ouvida.
 
Policiais israelenses procuram por foguete que teria caído na região de Jerusalém nesta sexta-feira (16) (Foto: AP)
 
Israelenses se protegem em escada de prédio de hospital após ouvirem sirenes antiaéreas nesta sexta-feira (16) em Jerusalém (Foto: Reuters)

Na véspera, militantes palestinos em Gaza lançaram dois foguetes contra a cidade, que é a capital comercial israelense. Um caiu no mar, segundo uma fonte de segurança, e o outro atingiu um subúrbio de Tel Aviv, sem causar danos ou feridos. O primeiro ataque foi reivindicado pela Jihad Islâmica.
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Mortes em Gaza
Ao mesmo tempo, três palestinos morreram em novos bobardeios israelenses ao território, segundo fontes palestinas. Duas pessoas morreram em Nazila, no norte do território, e outra em Khan Yunes, no sul.

Um porta-voz do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia acusado pouco antes o Hamas, que governa Gaza, de não respeitar uma trégua provisória anunciada por Israel durante a visita do premiê do Egito, Hisham Kandil, ao território.

"O Hamas não respeita a visita do primeiro-ministro egípcio a Gaza e viola a trégua temporária com a qual Israel concordou durante a visita", disse Ofir Gendelman, porta-voz de Netanyahu, que está em campanha eleitoral.

O Hamas afirmou que esperou a saída de Kandil para retomar os ataques.
 
Bombardeio israelense ergue fumaça sobre a cidade de Gaza nesta sexta-feira (16) (Foto: Jack Guez/AFP)

Esforços para trégua
Kandil disse que seu país vai "intensificar seus esforços" para conseguir uma trégua entre os grupos armados palestinos e o estado de Israel.

Ele está em uma breve visita ao território para tentar deter a violência dos últimos dias, detonada após Israel ter matado Ahmed Jaabali, principal comandante militar do Hamas, movimento palestino que governa a região.

Uma autoridade palestina próxima aos mediadores do Egito disse à Reuters que a visita de Kandil era o começo de um processo para explorar a possibilidade de se chegar a uma trégua. "É cedo para falar de qualquer detalhe ou de como as coisas vão evoluir", afirmou.

A violência em Gaza criou preocupação em um Oriente Médio agitado por dois anos de revoluções democráticas no mundo árabe e uma guerrra civil na Síria que ameaça se espalhar por toda a região.

Desde quarta-feira, bombardeios de lado a lado mataram pelo menos 25 pessoas (8 militantes palestinos, 14 civis palestinos e 3 civis israelenses) e deixaram mais de 235 palestinos feridos, segundo fontes médicas palestinas.

O premiê egípcio qualificou de "agressão" a ocupação israelense.

"O Egito vai intensificar seus esforços para terminar essa agressão e conseguir uma trégua duradoura", disse, ao visitar um hospital de Gaza, acompanhado por Ismail Haniye, chefe de governo do Hamas.
 
O premiê do Egito, Hisham Kandil, à esquerda, e o líder do Hamas Ismail Haniyeh acenam nesta sexta-feira (16) na cidade de Gaza (Foto: Reuters)

Ali, ele visitou vítimas dos ataques israelenses dos últimos dias.

O Egito, que atualmente tem um governo islâmico considerado ideologicamente próximo ao Hamas, já negociou tréguas fanteriores entre Israel e militantes palestinos na Faixa de Gaza.

Kandil disse que o Egito, que assinou um tratado de paz com Israel em 1979, defende a criação de um Estado palestino, tendo Jerusalém como capital.